terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Coleções Eaglemoss e mais aumentos...

É... pra mim é o fim da coleção DC Eaglemoss. O que começou "simbolicamente" com os R$ 9,90 e foi oficialmente para R$ 34,90 em seguida, saltou alguns meses depois para R$ 44,90 e agora pulou para R$ 49,90 (50 pilas), decreta a falência dessa coleção. Sabemos dos motivos alegados (crise, dólar oscilante, instabilidade econômica, etc), mas num momento desses, um aumento como este é um suicídio editorial. Claro que há leitores que continuarão a comprar, pois alguns poucos tem sim o poder aquisitivo necessário e outros tantos pegam poucas coleções, mas aqueles que buscam diversidade entre Panini, Salvat, Mythos, JBC, entre outras editoras, com certeza deixarão a coleção de lado. Muitas dessas edições chegam a média de 160 páginas e a nível de comparação, é mais ou menos o mesmo número de páginas de vários encadernados e capa dura da Panini que vai para as bancas com valores de R$ 29,90 a R$ 32,90. Então, fica complicado não escolher onde gastar nosso parco dinheirinho. Particularmente eu estava pegando só algumas, as que me interessavam, mas parei com essas coleções tanto da Salvat como da Eaglemoss. A verdade que as duas coleções têm materiais fantásticos e raros, que a detentora Panini não edita por aqui, mas o valor alto está afastando leitores. E pra quem avulsas, é pior ainda, pois as lombadas ficam feias e as capas são bem mequetrefes também (as da Eaglemoss são melhores). Seja como for, esse é começo do (provável) fim dessas coleções. Com certeza esse não será o último aumento da Eaglemoss e antes de finalizar a coleção, ainda irá aumentar mais.

Em tempo: Eu já tinha comentado sobre essa coleções e seus valores. Para ver essa matéria, clique AQUI.

Personagens Ícones do Cinema: El Mariachi

Na verdade, El Mariachi não chegou a fica na história como os outros que fiz nessa coluna, mas ainda assim é um personagens que fez algum reboliço na época em que surgiu em dois momentos. Primeiro o original mexicano criado por um Robert Rodriguez em começo de carreira produzido em 1992. Nesse longa o El Mariachi é vivido por Carlos Gallardo. Foi um sucesso local feito com recurso pequeno, mas que chamou a atenção de Hollywood. E isso bastou para que a Columbia Pictures resolvesse investir no novato, achando que teriam um novo Quentin Tarantino (que inclusive atua no filme). Sim! A ideia era bem essa e acreditem: Rodriguez fez o dever de casa direito e escreveu, dirigiu, editou e produziu seu filme de entrada nos Estados Unidos e fez reboliço com a ideia do ex-musico que busca vingança contra um traficante poderoso local. Com cenas de ação estilo John Woo misturado com Quentin Tarantino, El Mariachi foi um personagem que por algum bom tempo dos anos de 1990 ficou na mídia como um nome forte dentro do filão. O filme se chamou Desperado (1995), teve Antônio Bandeiras como protagonista e um elenco com nomes como Steve Buscemi, Salma Hayek e o sempre icônico Danny Trejo com sua cara de mexicano perigoso. Anos mais tarde Rodriguez finalizou a vida do Mariachi com Era uma vez no México. El Mariachi pode não ter ficado famoso como outros nomes dos filmes de ação dos Estados Unidos, mas foi um personagem bacana que merecia sem dúvidas entrar nesse hall.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Trilogias: De Volta Para o Futuro

Não tem como não ser nostálgico sem lembrar de um dos filmes ícones dos anos de 1980. De Volta para o Futuro de Robert Zemeckis foi um daqueles filmes que naquele período mágico conquistou uma legião de fãs e entrou para o coletivo da cultura pop nerd. Quando juntamos um cientista maluco e um jovem que sonha em ser um astro de rock (e popular) em sua pequena comunidade, o que temos? Bem... poderíamos não ter nada, na verdade, se não fosse a genialidade (sim!) de Robert Zemeckis e Bob Gale que lutaram para vender a ideia até a Universal aceitar, mas com várias ressalvas. No entanto, os dois criadores foram além e conseguiram a produção da Amblin Entertainment (de Steven Spielberg) e daí o filme foi ganhando corpo. A verdade é que depois de trocar um ator (Eric Stoltz chegou a filmar várias cenas, mas foi substituído por falta de carisma por Michael J. Fox) e vários outros percalços, o longa ficou pronto e foi lançado em 1985 com um enorme sucesso, sendo uma das maiores bilheterias daquele ano. Concorreu a vários Oscar (todas áreas técnicas) e outras premiações.
O primeiro filme lembro de ter assistido na TV mesmo e-não gosto muito de usar esse termo- "explodiu minha cabeça". O jovem Marty Mcfly volta por acidente a 1955 onde seus pais ainda iriam se conhecer, mas acaba interferindo nesse encontro casual, o que causa uma efeito cascata no espaço-tempo. Então Marty busca a ajuda do seu amigo Doc Brown, o cientista maluco que acaba assassinado antes de sua partida para 1955. O que segue é uma sucessão de situações divertidas com muita ficção cientifica e aventura. Apesar de algumas confusões (e furos no roteiro), o longa corre muito bem e qualquer falha acaba passando batido. O segundo filme, de 1989, na verdade era pra ter sido o último, mas ficou tão longo que dividiram em dois e por conta disso, o terceiro filme estreou no ano seguinte, 1990. Por isso que quando fui ao cinema (nessa época era cinema de rua no Centro da cidade), logo que o segundo acaba, já temos um trailer do terceiro.
O segundo filme consegue ser tão bom quanto o primeiro, mesmo usando praticamente a mesma fórmula. Aqui temos um pouco da visão do futuro (2015 na verdade- lembrando que o filme foi filmado em meado dos anos de 1980) e para evitar uma confusão com um de seus filhos, Marty e Doc viajam para o futuro para impedir, mas Jennifer (interpretada agora por Elisabeth Shue invés de Claudia Wells) acaba indo junto e num momento do filme Doc e Marty por conta de uma confusão precisam "resgatá-la" para que ela não cause uma singularidade ao encontrar a si mesma no futuro. Mas Doc e Marty não contavam eu Biff (já velho), roubasse a máquina do tempo, voltasse a 1955 e alterasse toda a linha do tempo ao entregar um almanaque de resultados de esporte para que ele apostasse e ficasse milionário. O plano deu tão certo que o passado do qual Marty e Doc pertencem deixou de existir para criar um "presente" alternativo da realidade em que Biff vira um mega milionário. A solução é voltar para 1955 e impedir o Biff do futuro de entregar o Almanaque de Esportes a ele mesmo. O legal é ver partes do primeiro filme rolando no fundo do segundo. De Volta para o Futuro- Parte II é um dos mais bem sacados da trilogia.
O link do segundo acaba indo para o terceiro quase que por um acidente- ou de fato por acidente. Doc acaba atingindo por um raio no final do segundo filme enquanto pilotava o DeLorean (a máquina do tempo) e fora enviado a 1885 em Hill Valley ainda no Velho Oeste. É o filme mais "fraco" da trilogia, mas amarra muito bem as pontas e traz uma boa aventura para finalizar as aventuras do garoto que queria ser um astro do rock e de seu amigo cientista maluco. Aqui a trama se concentra em como conseguir voltar a 1985 já que o DeLorean foi avariado e não tem gasolina para correr as famosas 88 milhas por hora. Precisam fazer o carro correr nessa velocidade logo, pois a cabeça de Doc Brown foi ameaçado por um parente de Biff e agora tem pouco tempo para voltar para o futuro. O longa é quase todo voltada apenas para isso, mas se desenvolve bem. Seja como for, Zemeckis e produção criaram um dos maiores ícones da cultura pop mundial que até hoje conquista novos fãs, apesar do tempo em que ele foi criado. Vale sempre rever os três filmes em sequencia em maratona ao som da inspirada trilha sonora de Alan Silvestri.

De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro:  Robert Zemeckis e Bob Gale
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson
Duração: 116 min
Estúdio: Universal Pictures
TRAILER
NOTA: 10,0

De Volta para o Futuro- Parte II (Back to the Future- Part II, 1989)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro:  Robert Zemeckis e Bob Gale
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson
Duração: 108 min
Estúdio: Universal Pictures
TRAILER
NOTA: 10,0

De Volta para o Futuro- Parte III (Back to the Future- Part III, 1990)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro:  Robert Zemeckis e Bob Gale
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Mary Steenburgen 
Duração: 118 min
Estúdio: Universal Pictures
TRAILER
NOTA: 8,0

CURIOSIDADES:

  • Crispin Glover, o Jorge McFly que é o pai de Marty, não voltou para as duas sequencias, pois queria um aumento substancial no salário. Então foi cortado e seu personagem reduzido a aparições de longe por um dublê.
  • A máquina do tempo seria na verdade uma geladeira, mas os produtores se preocuparam com a ideia por conta das crianças.
  • Jennifer (namorada de Marty) no primeiro filme foi Claudia Wells e no segundo e terceiro por Elisabeth Shue.
  • Michael J. Fox interpreta seu filho e sua filha em De Volta para o Futuro- Parte II
  • Ainda no primeiro filme Eric Stoltz que seria  Marty McFly é substituído por falta de empatia e a idade também pesou e então Michael J. Fox foi chamado- que foi a primeira escolha, mas a agenda do ator estava complicada na época.  


Homem-Aranha: Azul, Mônica- Força, Cavaleiro das Trevas- A Última Cruzada, Star Wars- Darth Vader: O Nono Assassino (Resenha Quadrinhos)

Star Wars Legends- Darth Vader: O Nono Assassino. Roteiro de Tim Siedell e arte de Stephen Thompson e Iván Fernandez. Aqui um rico comerciante resolve empregar vingança contra Darth Vader por conta do assassinato do filho e depois de vários fracassos com diversos assassinos, ele encontra um que se diz o melhor e o coloca no encalço de Vader. Texto bom e arte que funciona. Bem... Apesar de não ser um especial de destaque, essa HQ ainda é melhor que a versão atual da Marvel para o sith. Vale lembrar que Legends vem da fase da Dark Horse onde Darth Vader não tinha títulos mensais e sim minisséries. O roteirista Siedell pra mim é um cara fraco e já li outros materiais dele, mas aqui até que faz um trabalho mediano.
 
NOTA: 7,0
 
Cavaleiro das Trevas- A Última Cruzada por Frank Miller, Brian Azzarello e John Romita Jr. O especial até começa bem, com aqueles textos cheios lembrando trabalhos dos anos de 1980 de Miller e mostrando um Batman cansado, cometendo pequenos deslizes enquanto observa um violento Jason Todd atuar com frieza. Vai bem, mas inclina no final e fica meio "solto", como se a cronologia estivesse faltando alguma lacuna. A arte de Romita Jr. tá apressada, tanto que está apenas no lápis e cabendo ao colorista Peter Steigerwald definir e dá volume ao traço do desenhista (não gosto assim). Estou vendo o trabalho do "Romitinha" na DC e ele ainda não se encontrou muito bem, ou não está curtindo sua estadia na casa da outrora "Distinta Concorrencial". Em tempo, escolhi a bela capa de Bill Sienkiewicz. Material que vai depender muito do gosto do freguês. Pra mim foi mediano.
 
NOTA: 7,0
 
Mônica- Força (para Graphic MSP) de Bianca Pinheiro. De boa? Espetacular! O traço de Bianca é lindo, cada painel diz muita coisa, cheio de Força! Sim... "Força". Aqui a nossa "briguenta" dentuça precisa usar outro tipo de força para vencer obstáculos que vão além de suas coelhadas. Com sensibilidade e habilidade Bianca traça um conto sobre o amor em família e que isso vence qualquer barreira. Fico feliz em ver a qualidade desses especiais e ver o quanto que temos de autores nacionais espetaculares. E fico ainda mais feliz em ver que uma empresa do tamanho da Mauricio de Souza estar valorizando esses profissionais, mas por outro lado triste de só ver isso agora. Seja como for, esse é mais um que vale muito ter em coleção!
 
NOTA: 9,0
 
Homem-Aranha: Azul de Jeph Loeb e Tim Sale (coleção Salvat vol. 25). Faz um tempão que tava ali na prateleira, mas tava com preguiça de ler. Não sou muito fã do Loeb, mas estava curioso quanto a esse material... Que acabei gostando. Apesar da pieguice em que Loeb é mestre, a ideia de Homem-Aranha Azul trouxe um pouco da nostalgia das HQs do Aranha de épocas mais divertidas e cheias de seus dramas pessoais em uma visão íntima de Peter Parker. É o Aranha da "turma" com Gwen, Mary Jane, Flash e Harry. Não é a coisa mais genial do mundo (óóóóó), mas é fora dos arroubos criativos duvidosos que criaram sagas ruins ou polêmicas em que o Cabeça-de-Teia vem amargando nos últimos anos. Em tempo, gosto do trabalho do Tim Sale. Uma arte limpa e sem se esconder em hachuras. As cores de Steve Buccellato casaram perfeitamente com os painéis de Sale criando artes únicas. Muito bonito.
 
NOTA: 9,0
 
SERVIÇO
 
Star Wars Legends- Darth Vader: O Nono Assassino
Roteiro: Tim Siedell
Arte: Stephen Thompson e Iván Fernandez
Páginas: 124
Valor: R$ 18,90
Ano: 2016
Editora: Panini Comics
Editora original: Dark Horse
 
Cavaleiro das Trevas- A Última Cruzada
Roteiro: Brian Azzarello e Frank Miller
Arte: John Romita Jr.
Páginas: 68
Valor: R$ 11.90
Ano: 2016
Editora: Panini Comics
Editora original: DC Comics
 
Mônica- Força
Roteiro: Bianca Pinheiro
Arte: Bianca Pinheiro
Páginas: 88
Valor: R$ 32,90 (Capa dura) e R$ 23,90 (Capa cartonada)
Ano: 2016
Editora: Panini Comics
 
Homem-Aranha: Azul de Jeph Loeb e Tim Sale  (coleção Salvat vol. 25).
Roteiro: Jeph Loeb
Arte: Tim Sale
Páginas: 164
Valor: R$ 34,90 (preço real da época do lançamento)
Ano: 2015
Editora: Salvat
Editora Original: Marvel Comics

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Homem-Aranha: a série de TV em Live-Action (Curiosidades Nérdicas)


Na verdade verdadeira... eu lembro muito pouco, mas lembro de que gostava. Eu era bem pequeno. Peguei apenas reprises. O fato que na época, eu achava fantástico! Não conhecia muito de quadrinhos na época, mas a música tema ficou na minha cabeça até hoje, por incrível que pareça! A série era bem capenga, e tinha uma linha que sim, tentava ser o máximo que podia ser fiel aos quadrinhos do herói nos anos de 1970. Claro que com o orçamento minguado e as dificuldades técnicas da época, o Homem-Aranha da CBS lançava cordas (que supostamente era a teia) e jogava "tarrafas" nos vilões. Mas das minhas lembranças o que mais me impressionava era ele andando pelos parapeitos dos prédios. Pode parecer bobagem, mas a visão era aterradora para mim- tenho acrofobia e aquilo me assustava. Mas nem tudo era um lixo execrável: de longe- de muito longe- ele parecia sim o Homem-Aranha quando andava pelas bordas dos prédios. Gostava da lentes espelhadas da segunda temporada. Vale dizer que o seriado teve apenas 13 episódios de na média de uma hora de duração.
A verdade é que o seriado fez algum sucesso, mas claro que por ser tão limitado, logo caiu no esquecimento e ficou mesmo como fator "curiosidade bizarra". O ator Nicholas Hammond, que interpretou Peter Parker, sumiu do mapa- se bem que já não era um ator expressivos- mas foi de certa forma elogiado e lembrando na série de animada de TV dos anos de 1990 quando os produtores basearam o visual de Peter no ator do seriado em live-action de TV. O seriado tinha outros (des)atrativos interessantes- na verdade bizarros- como o Aranha escalando uma parede, onde ele quase nem tocava nela, fruto, claro, de içarem o ator e não se preocuparem com isso. Fora todos os truques visuais como virar a câmera de ponta cabeça para parece que ele estava andando no teto ou seus pulinhos desajeitados de "um muro para o outro".
 
A trama também era bem fora da curva. O tio Ben nem existe aqui e depois que Peter é picado pela aranha, simplesmente resolve combater o crime. Jonas Jamenson (Robert F. Simon) tinha outras preocupações e não dava tanta bola assim ao Aranha e o interesse romântico do herói não era Mary Jane e sim Julie Máster (Ellen Bry). Foi um seriado bizarro em praticamente tudo e hoje vale mesmo como fator curioso- nem sei se pode dizer nostálgico. No Brasil Homem-Aranha estreou na Record (nessa época não tínhamos Record na minha cidade) e alguns anos depois foi para a Manchete, que foi onde eu assisti pela primeira vez.
 
Serviço:
 
The Amazing Spider-Man (1979)
Episódios: 13 (somando duas temporadas)
Elenco: Nicholas Hammond Michael Pataki] Robert F. Simon Ellen Bry Chip Fields Irene Tedrow
Emissora original: CBS
Emissora Brasil: Record e Manchete

O Aranha ainda teve um primeiro telefilme e depois mais dois filmes entre o seriado de TV.
O Homem-Aranha teve também um seriado japonês bem bisonho chamado Supaidaman pela Toei.

Assista clicando AQUI a abertura do seriado de TV.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Zetman Vols. #01 ao #04 (Resenha Quadrinhos)

Vou utilizar uma nova forma de resenhar por aqui baseado em pequenas resenhas que faço no meu Instagram e vou começar por minha leitura atual que é Zetman, mangá de Masakazu Katsura, o mesmo de Video Girl.
 
Zetman vol. 1. Polêmico mangá que dividiu muitos fãs que curtem o quadrinho japonês. Vi muita gente que não gostou e poucos que gostaram. Esse primeiro volume eu curti normal. A ideia é boa e a condução também. Ainda que caia em clichês característicos, conseguiu me prender até o final e me chamou pra edição seguinte. Não é genial, não muda o universo, mas pelo menos esse primeiro, tá bom. E o traço de Katsura é espetacular! Muito, mas muito bonito. Prédios, cenários em geral, cenas de ação, retículas... Belíssimo trabalho. E ótimo trabalho editorial da JBC também. Caprichada a edição nacional e com páginas coloridas (pouquinhas, verdade). Na soma total... Tá bem pra mim.
 
NOTA: 8,0
 
Zetman vol. 2. O segundo volume está redondo como o primeiro com mistérios e bastante violência num traço espetacular. A trama se mexe para revelar um pouco sobre o programa Z.E.T. e seus envolvidos. Entra em cena também Kouga, jovem abastado que sonha em usar o dinheiro e recursos da família para virar um "super-herói". Edição mais volumosa que anterior e com páginas coloridas também. Destaque novamente para o trabalho gráfico da JBC que mantém uma qualidade espetacular. O formato menor é baseado nos encadernados japoneses.
 
NOTA: 7,0
 
Zetman vol. 3. Já o volume 3 começa mostrando um pouco do passado do projeto Z.E.T. e como ele deu errado. Logo vemos Jin- o protagonista- transformado e numa situação de perigo. No entanto, logo saímos do foco disso e entramos na vida de Kouga, o jovem que quer ser herói, mas sua família é mais complicada do que aparenta. Para a surpresa de Kouga, algo inusitado acontece quando ele é convidado a fazer um teste para ter apoio de uma pessoa desconhecida na sua busca por justiça. Mas será que é isso mesmo? Novamente com páginas coloridas e arte excelente. O texto apesar de alguns clichês (bem) dispensáveis, se mantém num bom nível e de interesse.
 
NOTA: 7,0
 
Zetman vol. 4. Bem... Essa edição me fez questionar esse mangá de fato. Primeiro é que durante o volume inteiro o protagonista não aparece. Nada. Nadinha de nada! Segundo é o foco em Kouga. Um personagem secundário que pra mim não faz diferença. Poderia até ser legal como um personagem que aparecesse às vezes para contribuir com algo que não fosse roubar a cena inteira do principal. E terceiro foi um estupro duplo extremamente gratuito, algo que mais parecia um fetiche do autor e completamente dispensável. Pensei em parar aqui e vender a coleção que já estou quase finalizando faltando apenas quatro volumes. Então dei uma olhada nas edições seguintes e gostei do que vi, só num sei se vou gostar do que vou ler. Então segue...
 
NOTA: 2,0
 
Considerações: Gosto muito do trabalho visual de Masakazu Katsura e sou muito fã de Video Girl Ai que foi meu primeiro mangá finalizado quando a JBC começou a editar no Brasil. Mas Quando vi que a JBC iria editar esse mangá por aqui fiquei bem curioso, pois já tinha lido que ele era bom. Comecei a comprar sem ler e fui encalhando ali para ler depois e depois que vi muita críticas negativas de colegas pelo Instagram, eu comecei a ler e por ora tá uma gangorra, o que num é nada bom. O que mais me causou estranheza foi a o foco no personagem Kouga que é um coadjuvante ate desinteressante. O terceiro volume já evidenciava esse interesse pelo personagem, mas o quarto volume ser dedicado apenas a ele foi uma surpresa estranha. Seja como for, ainda tem muita coisa ali pra ler e ver o que esse mangá reserva.
 
SERVIÇO:
 
Zetman vol.1
Autor: Masakazu Katsura
Páginas: 230 (média) * páginas coloridas
Ano: junho de 2015
Editora: JBC
Editora original: Shueisha
Preço: R$ 17,90
 

Zetman vol.2
Autor: Masakazu Katsura
Páginas: 230 (média) * páginas coloridas
Ano: julho de 2015
Editora: JBC
Editora original: Shueisha
Preço: R$ 17,90
 
Zetman vol.3
Autor: Masakazu Katsura
Páginas: 230 (média) * páginas coloridas
Ano: agosto de 2015
Editora: JBC
Editora original: Shueisha
Preço: R$ 17,90
 
Zetman vol.4
Autor: Masakazu Katsura
Páginas: 230 (média) * páginas coloridas
Ano: setembro de 2015
Editora: JBC
Editora original: Shueisha
Preço: R$ 17,90

Editorial: 10 anos de Bueiro...

E lá se vão 10 anos de Bueiro. Quando comecei timidamente estava inseguro quanto ao conteúdo e se eu seria massacrado pelos leitores que por ventura viessem por estas paragens. Há dez anos o internautas eram mais cruéis. Ainda são, não resta dúvidas, mas no começo das mídias sociais era um território bárbaro onde guerras começavam por nada. Bem dramático assim. Hoje ainda existe, mas não com profusão que era no período do começo desde blog. Mas para minha surpresa, ele foi bem aceitos pelas poucos pessoas que o liam. Eu tinha uma média de 30 visualizações por dia (hoje não chega a 15) e as postagens eram mais intimistas e os assuntos mais variados (e às vezes exarcebados e idiotas- fruto da inexperiência). O Bueiro passou por várias fases e chegou um momento que ele tinha até 500 visualizações por dia! O título foi mudando de Bueiro Fétido do Macaco Cego, para Bueiro Fétido (período de muitas visitas), Bueiro Nerd (queda) e agora The Bueiro (rumando para o fim).
 
Fiz alguns leitores fieis e enfezei algumas poucas pessoas. Tentei fazer do Bueiro uma página simples de leitura e um ambiente agradável para se trocar algumas ideias, e funcionou por um tempo. Hoje é quase um blog fantasma, que sei que ainda mantém um pequeno grupo de leitores e alguns eventuais que esbarram por aqui, mas é uma página obsoleta frente a tantos "canais no Youtube" e páginas mais atrativas e robustas. Como falei há um tempo (AQUI), esse projeta ser o último ano do Bueiro e em algum momento de 2017 ele será descontinuado e ficará aqui como um barco fantasma até o Blogger resolver tirar do ar um dia. Até lá pretendo continuar escrevendo e pequenas mudanças serão implementados apenas na forma de agilizar a escrita, mas nada muito drástico. Bem... é isso. Vamos lá!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Caçadores de Trolls (Resenha Seriados)

Esse me surpreendeu! Não apenas por ter Guillermo Del Toro como criador, mas por ter sido muito bem executado. Baseado em um livro escrito por Del Toro e Daniel Kraus. Caçadores de Trolls iria virar na verdade um filme, mas acabou tornando-se uma série anima pela Dreamworks para o Netflix. No enredo Jim encontra um amuleto que o transforma numa Caçador de Trolls. O amuleto só se prende a um ser que ele escolha e por todas as gerações nenhum humano nunca foi escolhido, o que gera desconfiança no mundo dos Trolls bons que vivem escondidos numa dimensão subterrânea paralela a nossa realidade. Jim é um garoto de 15 anos que tinha preocupações menores como deveres de casa, cuidar da mãe médica que não tem tempo pra nada e arrumar uma namorada. Então, de repente se vê defensor de toda uma raça de seres que a principio não o aceitam muito bem. A animação feira para crianças pode surpreender você. Apesar do tom claro e das piadinhas, ao longo dos seus 26 episódios, Caçadores de Trolls vai ganhando um ar mais dramático e sombrio, mas claro que minimizados pelos alívios cômicos ao longo dos episódios.
Para a série animada a Dreamworks criou uma animação competente e que se movimenta muito bem. Os personagens coadjuvantes e secundários ganham peso ao longo do seriado, o que faz com cresça mais ainda em complexidade, ainda que tudo seja bem esmiuçado (para as crianças). Mas não se engane: as batalhas a maioria das vezes são sobre vida e a morte e são bem frenéticas. A gama de criaturas e seres diversos que aparecem são ricas em criatividade, assim como a complexa forma de lidar com toda a estrutura montada acerca da fantasia. Não é só os heróis e os vilões se enfrentando, existe toda uma lógica e cuidado para que aquela gama de personagens e ambientes ganhem vida. Comecei a assistir e admito que logo fiquei fissurado, tanto que já encomendei o livro para me aprofundar nesse ótimo universo. Vale destacar que esse foi um dos últimos trabalhos do ator Anton Yelchin (ele dubla o protagonista) falecido esse ano numa acidente de carro em sua casa. Seja como for, estou ansioso para a segunda temporada.

NOTA: 8,5

Caçadores de Trolls (Trollhunters, 2016)
Criado por: Guillermo Del Toro (baseado no livro de Guillermo Del Toro e Daniel Kraus)
Elenco: Anton Yelchin, Charlie Saxton, Kelsey Grammer, Ron Perlman, Steven Yeun
Episódios: 26
Exibição: Netflix.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Rick and Morty (Resenha Seriados)

Quando botei o olho nisso, eu quis dar uma "espiada". Comecei baixando na internet, mas os diálogos rápidos e sacadas ácidas acabaram me afastando do programa por ora, pois ler tanta coisa e acompanhar o raciocínio dos personagens ficou chato. Eu adoro assistir filmes e seriados legendados, mas tem alguns em particular- principalmente animações- eu prefiro dublado. Então deixei quieto até o Netflix colocar em seu catálogo...e  devorei muito rápido o seriado!  Rick and Morty é claramente baseado em Doc Brown e Marty McFly de De Volta para o Futuro, só que claro, completamente estrupiado. Aqui Rick é um cientista genial, mas com ares de sociopata que vive com a filha e o genro com seus dois netos, Morty e Summer. O cientista tem criações absurdas que geralmente os coloca em encrencas diversas e bem pesadas. O tom do episódio piloto já denota que o seriado não é para crianças quando Rick e Morty viajam a uma dimensão paralela e numa fuga maluca Rick faz Morty atirar contra seres de outra dimensão alegado que são robôs e que não sentem dor... mas na verdade ele mata seres vivos de verdade! O que mais me chamou a atenção foram as tramas elaboradas que não eram apenas pra assistir e rir de bizarrices e depois passar pro episódio seguinte. Com muita física e ciência, Rick e Morty viajam pelo tempo/espaço causando anomalias, destruindo civilizações, fazendo sexo e pisando na moral como se esmaga uma barata.
A continuidade do programa é outro ponto muito forte. Os criadores quiseram muito mais que contar episódios bizarros sobre alguma coisa, os caras fizeram ligações entre todo o universo interligado do programa, isto é, nada é aleatório e tudo tem consequências. Com tantas viagens pelo tempo e dimensões, alguma coisa acaba "quebrando" e cabe aos dois consertarem as "cagadas". E isso bota também todo o resto da família na berlinda como a irmã que acaba envolvida nas desventuras dos dois e os pais que chegam a ficar presos numa realidade que se torna alternativa e pós-apocalíptica. Em um dos episódios mais bizarros, Rick e Morty não conseguem resolver uma situação e tomam uma medida extrema que (não vou falar aqui) me vez ver que estava diante de um programa denso e muito bem elaborado- e ainda por cima corajoso de tomar medidas como essa. E precisa ter muito planejamento para não se perder, pois há momentos que o tempo e a realidade ficam misturados, gerando ecos dos próprios personagens e ações que acaba eclodindo em diversas continuidades.
Outro ponto muito positivo é a animações em si, pois a técnica é de muita qualidade. E os roteiristas e diretores também estão muito alinhados com o tipo de conto que querem passar. É um seriado para se assistir com muita atenção e estar preparado para qualquer coisa bizarra. Ficção cientifica, aventura e um pouco de Lovecraft com Além da Imaginação, Rick and Morty é uma grata surpresa e espero que continuem a produzir com a mesma inteligência.

NOTA: 10,0

Rick and Morty
Criadores: Dan Harmon e Justin Roiland
Dubladores originais: Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer, Sarah Chalke
Temporadas: 2 (2013- até agora)
Emissora original: Adult Swim

Confira um trailer clicando AQUI.

Carrie Fisher- a morte da princesa!

Geralmente eu não dou nota pra esse tipo de acontecimento, mas com Carrie Fisher é diferente. Ela fez parte da minha infância e ainda faz, pois todos os anos eu faço pelo menos duas maratonas de Star Wars e adoro essa princesa! Leia Organa é uma personagem ícone dos cinemas e sempre será lembrada com carinho. O falecimento abrupto de Carrie Fisher pegou todo os fãs de Star Wars de surpresa, principalmente os de longa data como eu. Ela teve uma carreira conturbada por questão de drogas e por ser bipolar, mas escreveu vários livros, roteiros para cinema, participações em filmes de amigos e documentários diversos. Voltou a dar a luz da vez em Star Wars- O Despertar da Força e estará no próximo filme para 2017, o que será sua última participação. Fiquei verdadeiramente triste, pois era uma atriz que interpretou uma princesa "chuta-bundas" numa das produções para o cinema que mais amo. Que a Força esteja com você, princesa.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Genshiken Vol. 1 ao 9 (Resenha Quadrinhos)

Quando comecei a colecionar Genshiken logo pensei em série tipo Bakuman (que é sobre a vida de mangakás- artistas amadores que viram profissionais do mangá) e assim fui comprando sem ler. Eu sabia que o foco era outro, que no caso, seriam os Otakus ou fãs da cultura pop japonesa dentro de mangás, animes, games, card games, cosplay, etc. Depois de colecionado e parado na prateleira pegando poeira, resolvi ler de uma tacada só e é por isso que a resenha já vai da edição #01 até a #09- que é a última. Genshiken trata, como eu bem disse, de fãs da cultura pop japonesa. O termo na verdade é O Clube de Estudos da Cultura Pop Japonesa e foi assim que a JBC editou o mangá no Brasil. A trama mostra um grupo de universitários que se unem em um clube para debaterem sobre o tema proposto, mas na pratica num funciona bem assim. Os personagens que fazem o grupo são motivados por diversos motivos. O "protagonista", Kanji Sasahara, apenas procurava algo em que se enturmar e achou no clube pessoas que gostavam da mesma coisa que ele. Apesar de deslocado e tímido, foi se entrosando com todos. A verdade é que Sasahara é um personagem que não tem arroubos de crescer durante toda a série e realmente isso não acontece. Aliás, poucos personagens ganham uma evolução muito forte. Apenas Saki Kasukabe tem um desenvolvimento forte. Começa contra o clube e só vai até ele por estar interessada em Makoto Kousaka, um viciado em videogames (principalmente eróticos) e ao longo do mangá ela meio que se apega ao clube inclusive o defendendo.
A trama ao longo dos nove volumes se desenvolve de forma gradual quando os personagens vão ganhando destaque simples. O que é legal, pois não fica acondicionado apenas um único protagonista. Na verdade Sasahara pode ter iniciado o mangá como "protagonista", mas logo dá espaço a outros personagens. Tudo aqui envolve o mundo otaku como ir a eventos, montar garage kits, jogar videogames, comprar mangás e até mesmo produzir um. Por não ser um clube muito popular, vive na berlinda, pois ocupa uma sala do qual quase não se utiliza para as finalidades a qual foi fundado. O legal aqui é ver pequenas rixas entre ex-membros, entre clubes mais bem abastados, namoros tímidos e intimidades como sexo e até masturbação, levando o fã a viver uma "realidade" que está aí para qualquer um. Ao decorrer do tempo o autor e criador Kio Shimoku consegue estabelecer uma boa conexão entre os personagens e o leitor, mas perto do final o texto fica repetitivo e a trama acaba caindo na mesmice com o foco do grupo sendo mantido por um único relacionamento bem ao melhor estilo "romance mexicano".

Claro que ao longo dos nove volumes que corresponde a toda a série muitas coisas acontecem, e o mais legal é ver de forma detalhada um tipo de evento que acontece de seis em seis meses sobre produção independente que gera um mercado alternativo forte e cheio de fãs. Esse é um dos pontos altos do mangá de Shimoku. Aparentemente o trabalho do mangaká foi esticado e perdeu qualidade no final. O traço continuou consistente, mas a trama caiu numa lenga-lenga que quebrou a qualidade dos primeiros volumes onde todos os personagens faziam a diferença. No entanto, num conjunto geral, é uma boa criação, mas que poderia ter ficado entre os volumes #06 e #07. Acabei passando pra frente por falta de espaço na minha coleção e foi um mangá que não fazia muita diferença também. Na época comprei por indicação, pois me falaram que era muito parecido com Bakuman, e até é, mas de um ponto de vista dos fãs- só que desenvolvido de forma mais simples e sem grandes surpresas.


NOTA: 7,5 (GERAL)

Genshiken- O Clube de Estudos da Cultura Pop Japonesa
Roteiro e Arte: Kio Shimoku
Volumes: 9
Páginas: Média de 200
Editora original: Kodansha
Editora nacional: JBC

Curiosidades:
  • Genshiken tem três séries animadas e OVAs também.
  • O mangá continua agora com o nome de Genshiken Nidaime (Segunda geração)
  • A JBC trouxe para o Brasil em papel Pisa-Brite
  • Foi editado entre junho de 2013 e maio de 2014 de forma irregular

Filmes pro Natal!

Grinch com Jim Carrey não está na minha lista.

Um natal comigo é parar para assistir a pelo menos um (ou dois) filmes que marcaram de alguma forma meu natal. Então segue uma lista rápida abaixo. Pode ser que você se identifique com algum desses.

Kevin em apuros

1- Esqueceram de Mim (Home Alone, 1990 de Chris Columbus). Acho que é um filme que se liga logo ao natal até mesmo porque seu enredo é durantes as comemorações natalinas. Foi aos cinemas em 1990 e alçou Macaulay Culkin nos holofotes. Foi um tremendo sucesso de bilheteria e todos os anos- pelos menos no primeiros desde sua "estreia" na TV aberta- era sinônimo de repeteco com grande audiência. Claro que com o tempo a Globo (que detinha os direitos na época), parou de passar ele nesses períodos. Ainda assim é um dos que mais lembram o natal. Com uma trama divertida e cativante onde um garotinho é esquecido em pleno natal em casa sozinho, dois ladrões tentam roubar a sua casa e ele a defende com um monte de traquinagens de criança.

"Dingo bells, dingo bells..."

2- Gremlins (Idem, 1984 de Joe Dante). Um filme de criaturinhas bizarras na época de natal? Sim! Eu adorava! E esse filme também me liga diretamente ao natal. Uma trama de humor negro produzida por Steven Spielberg no traz a uma cidadezinha pacata onde um jovem acaba ganhando do pai que trabalha viajando uma criaturinha simpática e fofinha, mas com uma maldição. Sem dúvidas num é o filme para assistir com a família, até porque há mortes e sangue, mas foi outro filme que todos os anos o nosso adorável SBT reprisava aos baldes. Passar o natal com os Gremlins era divertido e sempre rendia as quase duas horas na frente da TV numa noite de natal.

Charlie tem bons amigos

3- O Natal de Charlie (A Charlie Brown Christmas, 1965 de Bill Melendez). Bem... num é bem um filme e sim um especial de 25 minutos para a TV, mas vale também. O SBT passou esse todos aos anos por muito tempo na telinha. Na trama nosso azarado Charlie Brown "enfrenta" o natal de forma existencialista quando ele divaga sobre o verdadeiro sentido do natal. Com roteiro do criador dos personagens Charles M. Schulz, esse é mais um daqueles que vale sim assistir ali antes da ceia com as crianças. Divertido e atemporal, isso eu posso dizer.

"Yeppee-ki-yay"

4- Duro da Matar (Die Hard, 1988 de John McTiernan). Heh! Esse sim é um típico filme de final de ano. A TV aberta sempre exibia esse próximo ao período de Festas de Fim de Ano. A primeira vista não parece ser um filme tão natalino- e nem pudera com um tema assim- mas a trama se passa nesse durante essa data comemorativa e coloca John McClane (Bruce Willis) contra terroristas numa prédio ao som Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!, Christmas in Hollis onde o policial vai ao encontro da esposa durante um festa de natal da empresa em que ela trabalha e acaba sendo a única pessoa que pode salvar o dia durante um ato terrorista. Divertido pra assistir de forma nostálgica com os amigos.

"Eu sou Beowulf!"

5- A Lenda de Beowulf ( Beowulf, 2007 de Robert Zemeckis). Não é nenhum clássico da minha infância, mas ainda assim se tornou um dos meus filmes de natal favoritos por uma razão pessoal. Aqui o diretor de De Volta para o Futuro conta sob seu ponto de vista o  poema épico anglo-saxônico sobre a lenda do grande Beowulf, um guerreiro enfrenta forças malignas poderosas. O filme em animação por captação de movimento não foi um grande sucesso, mas ainda assim ficou em evidencia pela forma como filmado e pela violência. Ainda assim é um bom longa e dá pra assistir no natal com aqueles amigos mais "hardcore".
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