domingo, 15 de outubro de 2017

Masami Kurumada e os Cavaleiros do Zodíaco

De cara assim: "Masami Kurumada é o Rob Liefeld dos quadrinhos japoneses..." pelo menos muitos fãs acabam fazendo essa comparação infeliz com o mangaká criador de Cavaleiros do Zodíaco. Mas a verdade é que os Guardiões de Atena têm uma ideia muito boa e criativa. Quando o anime veio para o Brasil em 1994 pela extinta e saudosa TV Manchete, ninguém preveria que um "desenho animado" tão violento seria um sucesso estrondoso, tanto que até hoje, mais de 20 anos após sua primeira exibição por aqui, Cavaleiros do Zodíaco ainda tivessem tanta força arrastando uma legião de fãs fervorosos e ainda criando mais! A verdade é que a animação veio num período de "seca" do gênero no Brasil e a Manchete- que já tinha o histórico de exibir produções japonesas- comprou um produto que vinha fazendo sucesso na America Latina, mas acredito que não sabia ao certo que tinha uma mina ouro em mãos. O sucesso por aqui se repetiu de forma explosiva e rápida. Logo os Defensores de Atena estavam nas bocas e nas mentes de todos. Começava uma febre e tanto que dura até hoje. 
Mas e o mangá? Segue a expectativa do anime? Vamos por partes. A animação por ser uma animação tem ótimos atrativos. Ainda que não seja um destaque técnico, as animações japonesas, mesmo as mais antigas- Cavaleiros do Zodíaco é de 1986- ainda tinham uma técnica superior a muita coisa vista pra época. Esse atrativo claramente faz a diferença. Mas o mangá já não tem um visual tão bom. Kurumada é um desenhista bem fraco, com muitos erros de anatomia e um traço tão chapado que por muitas vezes você nem entende quando é uma perspectiva ou não, só pra citar uma exemplo. Quando o mangá veio para o Brasil pela Conrad em 2000 e finalizado em 48 edições, eu juro que achava que seria um fracasso. Apesar da fama, a Conrad lançou junto Dragon Ball que também era um sucesso ainda maior, mas Cavaleiros vendeu tão bem quanto, pelo menos é que li por aí, apesar de muitos erros de tradução e adaptação. Eu li todos os volumes da Conrad e às vezes dava a impressão que eu não saia do canto. O mangá tem ciclos constantes sobre a mesma coisa, assim como no anime, mas no mangá parece mais gritante e menos atrativo. O traço de Kurumada não ajuda, mas admito que o trabalho de acabamento com as retículas e as hachuras são bem colocadas. 
Então como um artista tão mediano, pra não falar abaixo da média, conseguiu tamanho sucesso? Seu enredo, sua ideia era muito boa. Ela se vendeu bem, e apoiado pelo anime, conseguiu quebrar muitas barreiras, indo de encontro a Europa e América Latina, fora uma boa parte da Ásia. Hoje a JBC está lançando uma versão muito luxuosa de Cavaleiros do Zodíaco em capa dura, papel de qualidade, sendo essa a coleção definitiva. Para os fãs saudosistas ou fãs recentes, vale muito a pena, ainda que o preço seja salgado. Mas e o traço ruim do Kurumada? É aquela história de que um roteiro bem criado acaba se vendendo sozinho. Nesse caso aqui, apesar do traço fraco do autor, o estória é boa, cativa os leitor e ainda que tenha muitos clichês e dramalhões, os Defensores de Atena são personagens vencedores. 

sábado, 14 de outubro de 2017

Vingança e a Ascensão de Thanos (Resenha Quadrinhos)

Vingança de Joe Casey e Nick Dragotta. Esse encadernado eu comprei em 2014, mas só agora tirei pra ler. Tava bem empoeirado, devo admitir. Com o tempo, comecei a ler criticas divididas, mas mais pro negativo do que pro positivo e meio que por isso fui deixando pra lá. No entanto, pra minha surpresa, eu achei até boa. De verdade! Apesar de ter um final que destoa bastante, baixando a qualidade da minissérie. A trama acredito que se passe durante a saga A Essência do Medo (não peguei essa) e coloca jovens heróis que agem nos bastidores contra ameaças fora do comum. São super-heróis mais briguentos e boca suja, vilões que matam a sangue frio e um segredo que arremete aos alicerces da Marvel. A arte de Dragotta não deve agradar todo mundo, pois ele tem uma pegada mais grosseira, no entanto, funciona muito bem pra esse tipo de HQ. Uma pena ter um final tão a desejar. E um adendo: essa capa vende "meio errado" a coisa toda. Esses vilões que aparecem na imagem são coadjuvantes com "30 segundos de exposição". O fato é que apesar das críticas medianas para ruins, esse encadernado acabou se vendendo pra mim. Não é uma HQ típica da Marvel e de fato essa capa não é bem o que temos na parte interna- esse vilões até aparecem, mas muito pouco. É mais um estória tipo Vertigo dentro da linha Elseworld da DC. Acho que ter ido com a expectativa baixa ajudou também na leitura. 

NOTA: 7,5


A Ascensão de Thanos de Jason Aaron e Simoni Bianchi. Este é o ultimo encadernado que comprei de vilões Marvel ainda em 2014. Lembro que nessa época tentei ler isso, mas não consegui. Pode parecer bobagem, mas ter um alienígena vivendo uma realidade acadêmica igual a um americano me incomodou um pouco. Todo o clichê do gênero estava ali: aulas de biologia com dissecação de bicho morto, um pouco de bullying, o jovem promissor, mas afastado dos demais, etc. Só não me entrava muito bem essa realidade tão "humana" num semideus alienígena. Enfim... Lendo agora resolvi ignorar esses fatos (tsc, tsc) e dar cabo desse encadernado de vez. Em seguida Aaron nos leva a uma juventude de inquietações para o Titã, crescendo com todos os clichês básicos de um psicopata de filmes do gênero; os questionamentos, as vozes, a passividade e curiosidade quanto à morte. O roteiro leva Thanos pelo espaço como um pirata (!) e amante voraz (!!), sempre buscando objetivos para sua sede de entendimento para a Morte e por fim, o colocando no pilar de sua gênese ao voltar a sua terra natal e causar a chacina pelo qual ficou conhecido. Apesar do começo batido, a trama flui bem até certo ponto. A arte de Bianchi funciona- não sou grande fã, mas cumpre bem seu papel. Não sou leitor ávido de Thanos, mas o pouco que li casa com a proposta aqui. Tirando esse negócio de "terraquisar" personagens alienígenas, a sua sede pela Morte e por agradá-la faz algum sentido. Não é ruim, mas também está longe de ser um clássico moderno.

NOTA: 7,0

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Star Wars- Os Últimos Jedi ganha último trailer


E mais uma vez um acerto na montagem de um trailer de Star Wars. Os caras tão ficando bom nisso. O vídeo mostra muitas cenas de ação, coloca uns mistério no ar, mas não entrega o jogo. Particularmente, eu gostei bastante. Dá pra ver que a "magia" do universo de Star Wars está aí e que podemos esperar um bom filme e cheio de (espero) boas surpresas e emoção. A estréia é dia 14 de dezembro no Brasil. 

Spawn em nova série animada

O próximo filme do Spawn começará a ser rodado em 2018 com apenas dez milhões de dólares. Parece um digito alto, mas nos padrões de filme de Hollywood é bem baixo. Seja como for, Todd McFarlane, o criador e realizador do futuro filme deu a entender que o Spawn também pode ganhar uma nova série animada. Entre 1997 e 1999 a MTV produziu uma série muito elogiada e premiada do personagem, fora que a animação tinha um padrão altíssimo. Agora é esperar para ver o que vai acontecer.

Trailer da série animada de Constantine e o mago retorna em live-action também


Parece que aos poucos Constantine vem reaparecendo nesse formato. A CW Seeds divulgou um vídeo com o que vem a ser a série animada de Hellblazer para o programa online. Além disso, o personagem também está cotado para uma participação em Legends of Tomorrow com o ator Matt Ryan. Apesar de ter sido cancelada, a série do personagem vem ganhando adeptos ainda. Particularmente, eu gostava. Começou médio, mas depois da primeira parada, voltou melhor e mais fiel aos quadrinhos. Vale lembrar que ele já participou de um episódio de Arrow.

Batman: The Animated Series completo em Blu-ray

Olha que coisa boa! Nos Estados Unidos a Warner irá lançar Batman: The Animated Series completo em Blu-ray. Uma pena essas coisas nunca virem para o Brasil- não lembro de um filme animado da DC nesse formato. A série animada do Batman do começo dos anos de 1990 foi um marco na animação americana e até hoje é reverenciado como uma das melhores de todos os tempos, tanto em trama como em animação. Mesmo hoje ainda é uma baita programa. Quem sabe a Warner Brasil num se anima e num traz pra cá um dia. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Último trailer de Liga da Justiça


Cercado de polemicas, de mistérios, dúvidas e descrença, Liga da Justiça está próximo de estrear e a Warner Bros. soltou o último trailer do vindouro filme. E pra mim surpresa, e acredito para muitos, é um vídeo claro, de muita luz e com uma trilha sonora de  David Bowie, com Heroes (nada mais propicio que isso), o que vemos a seguir é uma sequencia de cenas de luta, de sorrisos, de heroísmo, de esperança. Pelo menos foi isso que o trailer me passou. Inclusive, algumas cenas que no primeiro trailer era escuras e sombrias, ficaram suavizadas nesse vídeo final, ganharam inclusive mais luz. E o melhor é que não entrega nada da trama do que já havíamos visto. Bola dentro! E temos Superman? Temos sim, ainda que em flashback. Mas ele tá lá sim! Agora é aguardar para que seja realmente um bom filme. Na verdade, que seja um filmaço! 

sábado, 7 de outubro de 2017

Constantine em série animada

Poster de Constantine é divulgado, série animada que será exibida no CW Seed, canal online da WB pra séries originais e reprises de suas outras animações. Como o seriado em Live-Action foi cancelado pela CW, e quase voltou... mas não voltou... tudo indica que a continuação será essa e contará com a voz de Matt Ryan, o ator que viveu o personagem no seriado de TV. Estréia acontece no primeiro semestre de 2018 e terá seis episódios e de dez minutos cada. 

Círculo de Fogo- A Revolta ganha trailer


Eu tava bem curioso sobre o que esperar do trailer de Círculo de Fogo 2, que terá sua estréia em março de 2018. A trama se passa anos depois dos eventos do primeiro filme e mesmo sem as ameaças dos Kaijus, os governos continuam a investir nos Jaegers, os "robôs gigantes" de defesa. A primeira coisa que se percebe é que esse segundo filme será mais colorido. O visual está mais claro e os Jaegers parecem mais rápidos. No primeiro filme existia toda uma limitação, uma preocupação com proporção, e por tanto, os Jaegers se moviam mais lentamente. Coisa que parece que não acontecerá aqui. Admito que não me empolguei muito como no trailer do primeiro filme. Ficou com cara de Transformers- na verdade, ah se Transformers tivessem esse visual mais claro e de fácil identificação. O filme descarta todo os elenco de ponta original, mas mantém o histórico. A bola da vez é de John Boyega. Já a direção fica por Steven S. DeKnight e produção de Guillermo del Toro que dirigiu e escreveu o primeiro filme. 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Mágico Vento retorna em edição luxuosa

Há tempos eu queria ver essa noticia, a de que Mágico Vento seria reeditado no Brasil. A Mythos começará a editar o personagem em um formato mais luxoso com capa dura, colorido e formato grande. A única ressalva é que com isso o valor foi lá pra cima, pois será vendido a R$ 69,90. É um baita personagem da editora Boneli, mas esse valor fará com que muita gente desista do "mimo". Se a Mytho$ pretende levar isso como uma coleção desse calibre, será para poucos. Apesar da qualidade do material, a editora fez um trabalho fraco de divulgação do personagem quando saía em formatinho em bancas. 

sábado, 30 de setembro de 2017

Mudança de Postura nos filmes DC

Parece que a DC/Warner pretendem dar uma "freada" no seu universo compartilhado nos cinemas. Pelo que  Diane Nelson, Presidente da DC Entertainment, a ideia é sim continuar com esse universo, mas não deixar que a ligação afete tanto seus filmes. Quer dizer, tá tudo lá... mas não! A Warner vem penando com seus filmes de super-heróis baseados nos quadrinhos da DC para entregar produções que cativem os fãs, como a Marvel tem feito, mas só tem dado com os burros n´água. Separar mais os personagens antes de juntá-los pode ser uma boa estratégia, deixando que os filmes falem por si. Mulher-Maravilha é um filme solo, mas que está no universo compartilhado e talvez seja esse caminho, por ora, para  a DC se firmar melhor dentro do cinemas. Geoff Johns até disse que "(...) alguns dos filmes unem os personagem, como Liga da Justiça, mas, como com Aquaman, nosso objetivo não é conectar Aquaman a cada filme". 

Turma da Mônica- Laços tem elenco

E num é que Turma da Mônica- Laços está mesmo ganhando corpo! Foi anunciado o elenco do filme baseado nos quadrinhos de Victor e Lu Cafaggi do selo Graphic MSP. O quadrinho é espetacular e espero mesmo que o filme consiga ganhar o mesmo tom, a mesma leveza e ar de nostalgia que o quadrinho me passou. A direção é  de Daniel Rezende (Bingo – O rei das manhãs) e tem no elenco Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). As filmagens começam em janeiro e tem data prevista para o meio do mesmo ano! O álbum original foi lançado em 2013.
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