terça-feira, 17 de julho de 2018

Heavy Metal paraguaia da Mythos?

A "Heavy Metal" da Mythos

A editora Mythos vinha há alguns meses instigando os leitores a respeitos de uma tal de Heavy Metal. Logo se ligou à revista homônima americana Heavy Metal Magazine que por sua vez é uma versão da Metal Hurlant, uma revista francesa- com o aval da mesma. Acontece que a forma como o marketing da editora vinha trabalhando é como se na verdade a Heavy Metal Magazine fosse retornar mesmo ao Brasil- a revista já foi editada por aqui há mais de 20 anos. Então a editora finalmente bota os panos na mesa e revela que a sua "Heavy Metal" na verdade é uma publicação com material da 2000AD- uma "prima" inglesa da Metal Hurlant no quesito formato editorial. Os fãs que estavam aguardando o retorno da revista tiveram uma banho de água fria.


A Verdadeira Heavy Metal Magazine

Na verdade o problema é menor do que parece ou não, depende da perspectiva. A revista pode não ser uma nova versão da Heavy Metal Magazine, mas traz material de primeira. O que deixou muito leitores fulos da vida foi a forma "maquiada" em que a Mythos vendeu a ideia dando de fato a entender que se tratava da Heavy Metal original e não essa Heavy Metal "homenagem". Essa falha de marketing causou uma comoção negativa para a editora onde os fãs chamaram de "picareta" e "editora mentirosa". E a Mythos pediu por isso. Acredito que não precisa ficar vendendo esse gato por lebre para poder fazer a revista deslanchar. O material já é muito bom e a 2000AD é uma revista forte. Subestimou o leitor brasileiro. Iria vender do mesmo jeito- e acredito que mesmo assim ainda vá.


Capa da Metal Hurlant

Seja como for a publicação terá 100 páginas, formato magazine e custará R$ 25,90 em por ora cinco edições- excelente tomada editorial de dividir por temporadas. No entanto, a Mythos não se pronunciou até o presente momento dessa publicação sobre as críticas dos leitores. A editora tem fama de praticar valores elevados e sempre é alvo de críticas e de não conseguir manter uma linha em bancas por muito tempo- sempre cancelando. Apenas Tex, Zagor e Júlia deu certo até aqui. 


A revista 2000A

sábado, 14 de julho de 2018

Grandes Artistas: Steve Ditko


Um dos personagens mas famosos dos quadrinhos é o Homem-Aranha. Foi criado em 1962 por um dos nomes mais fortes da época: Stan Lee. Mas sozinho sem um artista que desse o formato do herói mais querido da vizinhança talvez o Aranha tivesse ficado só na cabeça do roteirista. Jack Kirby, colaborador frequente de Lee, até fez um primeiro esboço do personagem, mas ficou muito "troncudo". Então Steve Ditko aceitou refazer o visual e nasceu o herói que você conhece até hoje e com pouquíssimas mudanças de lá para cá. Com um traço mais simples e dotado de uma técnica limpa e sóbria, Ditko deu ao personagem o visual que todos os jovens se identificariam dali por diante. Ele também é o co-criador do Dr. Estranho ao lado de Lee.


Mas Ditko não era apenas um artista, ele também era roteirista e colaborava com HQs de ficção científica em editora menores. De acordo com colegas, era extramente bem aplicado e apesar de não gostar de holofotes, foi um artista muito disputado na época. Chegou a passar pela DC e co-criou personagens como Rapina e Columba, trabalhou também no Questão e Besouro Azul quando ainda eram da  Charlton Comics. Um artista completo, com uma arte limpa e catedrática. Um dos melhores de sua geração e dono de um legado estupendo.

Anuncios Panini Comics


A editora Panini Comics anunciou algumas novidades durante o evento Anime Friends. Algumas poucas surpresas, alguns pedidos e algumas polêmicas. O que mais me espanta que em geral a editora sempre faz um geralzão nos primeiros meses do ano sobre o que esperar durante toda a vigência e até vinha esboçando isso em algumas respostas sobre o que viria de novidade em sua página no Facebook, mas nunca aconteceu. O que tem sido feito é divulgar alguns materiais de tempos em tempos, como se os planejamentos estivessem sem rumo certo. O que pra mim coloca a Mythos, que é o estúdio que cuida da parte editorial da Panini Itália aqui no Brasil em xeque. A falta de comunicação também tem deixado os fãs fulos da vida. O seu maior canal para esse contato, que sãos duas páginas na rede social também tem hiatos bizarros. Recentemente ficou-se sabendo que outro estúdio irá tomar de contar da parte editorial de alguns mangás, mas não foi dito qual. E com certeza onde tem fumaça tem fogo. Seria esse o começo do desligamento da Mythos com a Panini Itália? São apenas achismos. Por ora a Mythos ainda é o estúdio por trás das principais atividades da editora europeia no Brasil. Sem mais delongas, segue aí algumas coisas que vêm por aí nos próximos meses.


Pelo selo Vertigo vem aí Escalpo vol. 3 de Jason Aaron e R. M. Guéra a continuação em capa dura (até que isso tá sendo rápido- em pouco tempo a editora já trouxe praticamente tudo que será editado já que serão quatro volumes), Frostbite – Morte Gélida em capa cartão por Joshua Williamson e Jason Alexander e The Names por Peter Milligan e Leandro Fernandez também em capa cartão. Vale lembrar que outros títulos já lançados devem ganhar continuação. O selo Vertigo na Panini aos poucos vem ganhando uma série bem diversificado de títulos e muitos deles, verdade seja dita, está indo direto para as bancas em capa cartão. O que é muito bom para um selo adulto e assim alcançar um maior número de fãs que estavam meio que carentes dessa formato e desse selo de uma forma mais acessível. Esse sim foi uma decisão editoral muito acertada!




Na DC uma boa surpresa é Grandes encontros DC Comics/ Dark Horse Comics – Batman vs Predador com encontros entre as duas editoras. Nesse primeiro volume em capa dura teremos- como o título já enuncia- Batman vs o Predador por Dave Gibbons com artes de Andy e Adam Kubert.  Espero que outros encontros entre os dois universos esteja nos planos, mas sem esse negócio de capa dura. Já Batman- O Cavaleiro Branco de Sean Murphy será editado em oito partes com capa cartão e papel LWC ali no mesmo formato de Renascimento All-Star Batman. Imagina o precinho disso! Lendas do Universo DC – Jovens Titãs era um pedido antigo e agora vai. A fase de Marv Wolfman e George Perez sairá nesse formato em off-set. Até agora alinhado para quatro volumes, mas essa fase é enorme e não caberia apenas em quatro volumes. Nãos se sabe exatamente como será feito esse lançamento- valendo lembrar que a Panini já havia lançado uma parte desse material em capa dura na Biblioteca Histórica. E tome mais Lendas do Universo DC com Etrigan de Jack Kirby em dois volumes também tá agendado. Quer mais? Sim, Panini dá continuidade a Lendas do Cavaleiro das Trevas por Jim Aparo em mais três volumes- e nada de Norm Breyfogle como anunciaram em CCXP. Aliás, Esquadrão Suicida de John Ostrander também havia sido planejado, mas ficou no limbo.




Agora do lado da Marvel teremos Pecado Original de Jason Aaron e Mike Deodato, Vingadores vs X-Men de Jason Aaron, Brian Michael Bendis, Mike Deodato, Olivier Coipel e uma galera aí e tudo isso em capa dura em seu formato Deluxe. Já em capa cartão teremos Venom de Mike CostaBen Reilly: O Aranha Escarlate de Peter David e Mark Bagley, mais Coleção Histórica Marvel – Hulk, Arma X de Greg Pak e Greg Land (!), Doutor Estranho – Império Secreto de Dennis HopelessThor – Legado de Jason Aaron Capitão América – Legado de Mark WaidChris Samnee- esse último bem aguardado.

Ainda terá mais um volume de Valente de Vitor CafaggiRick e Morty de Zac Gorman e CJ Cannon numa versão sem necessidade em capa dura. Ai, ai!


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Filmes do Coringa? DC e seu (Des)planejamento

A Warner e a DC vem amargando críticas muito negativas em se tratando de seu confuso Universo cinematográfico. Com decisões questionáveis sobre o tom de seus filmes, a "bagunça" parece ter mais um episódio com dois filmes do Coringa. O longa estrelado por Joaquin Phoenix foi oficializado e irá começar suas filmagens em setembro próximo (a partir da data dessa publicação) e tem deixado os fãs confusos, pois o filme do Coringa com Jared Leto também está de pé. Pelo menos até agora a DC ainda disse nada ao contrário.

O que preocupa os fãs da DC é o descompasso em que as coisas estão. Dois filmes do Coringa e onde os dois estarão dentro dos filmes cronológicos? Pra piorar a situação o longa The Batman tá todo embolado com ora Ben Affleck no papel, ora não. Ora é um filme do tipo origem, ora é um filme fora da cronologia DC nos cinemas, ora ninguém sabe realmente em que pé está.Todas as confusões têm frustrado aqueles que amam a DC e querem ver seus personagens dando certo nos cinemas.

O que estar por vir como Aquaman, Shazam! e Mulher-Maravilha é o que ainda dá uma animada nas pessoas que prezam por um filme da DC que decente. Até aqui apenas Mulher-Maravilha foi um sucesso quase que unanime. As questões agora ficam para Shazam! e Aquaman se vão realmente funcionar. A expectativa é que The Flash, Homem de Aço 2 e Lanternas Verdes ganhem algum sinal positivo e com times criativos de ponta. O futuro da DC nos cinemas é sempre uma incógnita, mas a Warner já percebeu que precisa melhorar muito e está apostando em Aquaman, Shazam! e Mulher- Maravilha 1984. Vamos ver se surte efeito.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

"Quadrinhos agora só na Promoção".

Quadrinho para TODOS!


Testemunhei uma cena hoje numa loja especializada em quadrinhos que só me fez ter certeza do rumo completamente errado em que o Brasil está tomando em relação a quadrinhos. Vamos lá...

Frequentando uma das lojas especializadas em quadrinhos aqui da minha cidade eu testemunhei uma cena que me deixou de certa forma triste. Entrou um garoto na loja que deveria ter uns 11 anos de idade e ele foi direto pedir Guerra Infinita. Eu não sei se ele sabia que antes tinha Desafio Infinito, mas acho que ele não tinha esse conhecimento. Ele entrou com o pai e foi direto ao balcão e pediu logo o que ele queria. A pessoa que o atendeu botou o encadernado em cima do balcão e o pai do menino foi puxando a carteira, elogiando o formato bonito e chutou brincando se custava uns R$ 40,00- acredito eu que ele achou que fosse menos pelo tom em brincadeira. Quando a pessoa disse que custava R$ 113,00 o cara deu uma risadinha, fez uma piadinha como “Tô nem vendendo drogas pra gastar tudo isso” e depois perguntou novamente quanto custava. Ele não acreditou que custasse realmente aquele preço e a pessoa que o atendeu meio sem graça reforçou que custava R$ 113,00.



Formatos Variados.

Pronto. O cara olhou pra pessoa e depois olhou pro garoto que me pareceu meio envergonhado. O cara fechou a carteira, empurrou o encadernado de volta, sussurrou alguma coisa em tom de desaprovação pro menino, agradeceu a pessoa que o atendeu e foi embora dizendo que estava ficando velho e não doido pra comprar uma “revistinha” naquele preço (claro que sei que era um formato “de luxo”, mas o cidadão não precisava aceitar aquilo). E detalhe: o cara tinha grana, pois entrou num Corolla preto bonitão estacionado em frente da loja. O que o cara não tinha era falta de bom senso ao se negar em comprar aquele quadrinho.

"


"Esse aqui custa sua alma, garoto". Um dia vai ser assim.

O ponto é que quadrinho está deixando de ser algo para novos leitores. Está deixando de ser um produto fácil pra se tornar um entretenimento caro, quase de ostentação mesmo. Essa veia na verdade já está se formando há alguns anos, mas de uns tempos para cá tem ficado mais nervoso. Que mercado está se formando para o futuro? Hoje encadernados que custavam na base de R$ 35,90 estão pra lá de R$ 50,00 em um ajuste que foi realizado em pouco mais de seis meses até a data dessa postagem. O futuro do quadrinho para fãs no Brasil está caminhando para um rumo negativo. Chegará um momento que os valores serão imorais demais para qualquer amante da Nona Arte, mesmo aquele que diz que “Vou esperar aquela promoção marota do Amazon”.


Quanto mais simples + mais barato = a mais gibis em casa.

O quadrinho pra mim teria que ser de fácil acesso. Teria que ter mais opções para os leitores. Há material que já chega diretamente em capa dura a valores absurdos. As editoras como Panini, Mythos, Devir, que são as mais antigas, estão praticando números assustadores para o mercado e pior: sem perspectiva de dar um alivio para os fãs. A qualidade às vezes é questionada em detrimento do custo/beneficio. Não consigo entender porque alguns produtos que poderiam sair em formatos mais econômicos acabam em acabamentos de luxo com extras questionáveis, vide aí Punk Jesus Rock da Panini Comics. Um quadrinho fino que praticamente duplicou de páginas com extras desnecessários e um formato maior que não influencia em nada. E pra piorar, o quadrinho ainda é em preto e branco! Sem falar os mangás que agora estão no valor base por R$ 21,90 numa tomada editorial duvidosa pela Panini. E ainda tem essas coleções como os da Salvat e Eaglemoss que aumentam de preço de tempos em tempos. Sabemos que as coisas aumentam de preço mesmo, que existem a variação do dólar, de encargos operacionais diversos, etc, mas é aí que deve existe uma estratégia de custo em que a empresa venda seu produto ao mesmo tempo que fideliza seu cliente com preços mais amenos. A coisa não tá preta só pras editoras não. Tá preta pra todo mundo.



Imagem retirado do HQZasso de um encalhe monstro sendo vendido com quase 50% de desconto.

Fico triste não só por esses aumentos bizarros, por essas tomadas editoriais canibais, mas por saber que em alguns poucos anos o quadrinho deixará de ser um produto de entretimento de massa no Brasil para ser um produto genuinamente elitizado. Uma diversão tão simples sendo vendida a preço de ouro e privando muita gente de ter sua diversão. Não será mais “comprar quem quer”. Será literalmente “comprar quem pode”! Depois as editoras reclamam de “scans”. Daqui alguns anos esse será o caminho mais viável para os leitores de quadrinhos no Brasil. Falo do Brasil em especifico, pois a Panini, por exemplo, diz que está seguindo as "tendências mundiais", mas não dá pra comparar mercados como o da América, Japão ou Europa com a nossa que é completamente caótica.


Samantha! 1º Temporada (resenha seriados)



Que golaço! A Netflix acerta em cheio com a série de comédia que mantém um leve tom dramático. Na trama Samantha (Emanuela Araújo- espetacular) é uma ex-celebridade mirim que tenta se segurar na aba de seu sucesso quando criança, mas a vida é dura para a hoje mulher e mãe de dois filhos- com o marido ex-jogador (Douglas Silva) de futebol preso. O sucesso ficou para trás e seu nome é associado apenas à nostalgia e “bons tempos”. Ainda assim, Samantha agarra o que pode pela frente em nome do sucesso, seja ele como for, o que a coloca em situações complicadas. A força do humor ganha contornos caricatos, mas providenciais ao que o programa almeja entregar: uma ligação com o passado quase real de celebridades infantis que se perderam com o tempo e hoje não passa de sombras de seu passado. E isso é uma realidade não apenas no Brasil, mas em várias partes do mundo.


Com muita qualidade técnica e uma equipe muito boa, a nova série original Netflix foi uma baita surpresa! Na verdade os trailers já indicavam isso, afinal, voltar ao passado está em moda hoje em dia. E Samantha resgata um que foi muito forte no Brasil nos anos de 1980. O programa de palco infantil foi uma tendência muito circular e fazia muito sucesso entre as crianças e de quebra deixava os pais tranquilos, pois eram bem infantis mesmo. O legal do programa é o resgate de muitos elementos usados na época que hoje provavelmente seriam questionáveis- poxa, tem um personagem de palco que se chama “Cigarrinho” e a indumentária é um maço de cigarros! O mais divertido é ver que tudo aquilo que hoje virou “lenda urbana” sobre esse tipo de programa é usando de forma a acrescentar essa mística.


E pra entornar ainda mais esse caldo, Samantha é casada com um ex-jogador de futebol que ficou preso por anos. Na vida real existe um caso semelhante dentro da história dos programas infantis no Brasil. Com um roteiro inteligente, ágil e com uma temporada certeira de sete episódios- talvez se fosse mais teriam que enrolar- Samantha já nasceu estrela. O bom desse programa é que ele não soa “emulado para ser divertido”. Explicando: hoje, principalmente em filmes de comédia nacional, as piadinhas feitas estragam muito e são estrategicamente montadas para fazer aquele gracejo maroto com o que estiver em voga no momento, o que a meu ver, é um erro grotesco. Seja como for, Samantha não sofre dessa praga e o humor é fluido dentro da paródia que apresenta e ao mesmo tempo é honesto em sua originalidade.



NOTA: 9,0

Samantha! (Idem, 2018)
Criação: Felipe Braga
Direção: Luis Pinheiro e Julia Jordão
Roteiro: Roberto Vitorino, Patricia Corso, Rafael Lessa, Filipe Valerim
Elenco: Emanuelle Araújo, Douglas Silva, Sabrina Nonata, Cauã Gonçalves
Episódios: 07
Emissora: Netflix
Produção: Los Bragas


domingo, 8 de julho de 2018

Resenhas de Quadrinhos: Batman/Flash- O Bóton, Renascimento Flash Vol. 4, Injustiça Vol. 6 e Os Novos 52- Aquaman vol. 3.

Fazer aqui uma resenha mista pra passar logo o bastão. Ainda que “atrasado”, aí vai as resenhas do evento que levará a maxissérie Relógio do Juízo Final, um pouco de Flash de Renascimento, Aquaman de Os Novos 52 e Injustiça.

Renascimento- Batman/Flash • O Bóton por Joshua Williamson e Tom King com artes de Jason Fabok e Howard Porter.

De cara: não vale R$ 39,90 da capa dura. Não sei nem se vale R$ 17,90 da capa cartonada. É uma HQ com o pé no acelerador, mas com o freio de mão puxado. Começa bem, no entanto, não aproveita a oportunidade de criar mais e ao mesmo tempo que dá um passo pra frente, dá dois pra trás. Claro que não há grandes respostas aqui, isso eu já sabia, então não espere algo assim. Aqui é só um “esquenta” muito bem vendido pela editora.

A trama bota o Batman e o Flash investigando O Bóton que aparece misteriosamente em DC Comics Renascimento e para tanto os dois heróis seguem pistas além da realidade cronológica vigente e dão de cara com resquícios da DC tradicional e outras realidades mais recentes, mas não se aprofunda muito. Watchmen é uma obra fechada e sua fissura nesse novo momento deve ser feito com cautela. No entanto, o que se sabe sobre esse encontro até aqui é que está sendo bem elogiado em partes. O Bóton foi só um prelúdio simples para a colisão entre os universos que se dará em dezembro com a maxisserie O Relógio do Juízo Final. Ponto positivo mesmo para Jason Fabok que evoluiu muito. Já Howard Porter faz um bom trabalho.

 NOTA: 7,5


Novos 52 • Aquaman vol. 3- A Morte de um Rei por Geoff Johns e Paul Pelletier.

Como essa fase é boa! Isso é a prova de que não existe personagem ruim, apenas escritores medíocres. Nas mãos de Geoff Johns o Aquaman ganhou um ar de grandeza, com HQs excelentes e bem escritas. Aqui Arthur Curry precisa lidar com uma poderosa força antiga que trouxe consigo muitas questões complicadas para o rei de Atlântida. A trama gira para muitos lados e coloca o Aquaman em perigos diversos. 

E apesar de não ser muito fã de Paul Pelletier, o cara fez um grande trabalho aqui. Admito que tinha desistido no volume dois quando vi que não teríamos Ivan Reis na sequencia. Mas ainda bem que voltei atrás e peguei o terceiro volume- que de certa forma é o quarto. A trama antes desse arco foi editado em Liga da Justiça vol. 2 de Os Novos 52 com O Trono de Atlântida, que foi um crossover entre o Aquaman e a Liga.

NOTA: 8,5


Renascimento • Flash vol. 4 de Joshua Williamson e artes de Carmine Di Giandomenico, Howard Porter, Paul Pelletier, Ryan Sook, Pop Mhan e Neil Googe.

Essa edição me surpreendeu. Flash eu já tinha "dropado", mas acabei voltando para essa quarta edição devido às boas críticas dos colegas por aqui. E não me arrependi! O melhor volume disparado do Flash- mas se levarmos em conta os volumes medianos anteriores, poderia não ser um feito tão grande assim. No entanto, independente das outras edições, esse volume por si só se sobressai. 

A trama bota o Flash Reverso fazendo aquilo que sabe fazer melhor contra o Flash: acabar com sua vida. Com reviravoltas e revelações, Joshua Williamson consegue elevar bastante o nível de roteiro- ainda que continue com umas tomada bregas em algumas passagens. Bom volume com artes variadas que funcionam de uma forma geral.

NOTA: 8,0


Injustiça • Deuses Entre Nós vol. 6 de Brian Bruccellato e Ray Fawkes com artes de Bruno Redondo, Mike S. Miller, Sergio Davila, Xermanico e Juan Albarram. 

Finalmente uma edição inédita pra mim e um volume muito movimentado onde Supermar e sua equipe, assim como Batman e seu pessoal, precisam lidar com uma ameaça mística enorme que pode obliterar o espaço/tempo. Dentro desse contexto há perdas dos dois lados, decisões complicadas e um desfecho sem vencedores. 

Apesar de ter achado a inclusão de Constantine muito fora dos eixos, aqui ele aparece menos afetado e encerra aparentemente sua participação. Há também uma pequena HQ mostrando como Ravena foi parar refém de Constantine e a resposta de como a Mulher-Maravilha ficou em "coma místico". Também a resposta para o paradeiro dos Titãs. Edição boa se falarmos de ação. Dessa vez Mike Miller se destaca na arte. 

NOTA: 7,5

SERVIÇO:

Batman/Flash- Edição Especial
Roteiro: Joshua Williamson e Tom King
Arte: J
ason Fabok e Howard Porter
Páginas: 108
Acabamento: Lombada em versão capa dura e capa cartonada
Preço: R$ 17,90 (capa cartão) e R$ 39,90 (capa dura)
Publicação: Março de 2018
Editora: DC Comics/Panini Comics

Os Novos 52- Aquama vol. 3
Roteiro: Geoff Johns
Arte: 
Paul Pelletier
Páginas: 200
Acabamento: Lombada em capa dura
Preço: R$ 35,90
Publicação: Abril de 2017
Editora: DC Comics/Panini Comics

Renascimento- Flash vol. 4
Roteiro: Joshua Williamson
Arte: 
Carmine Di Giandomenico, Howard Porter, Paul Pelletier, Ryan Sook, Pop Mhan e Neil Googe
Páginas: 132 
Acabamento: Lombada quadrada, capa cartão
Preço: R$ 20,90
Publicação: Junho de 2018
Editora: DC Comics/Panini Comics

Injustiça • Deuses Entre Nós vol. 6
Roteiro: Brian Bruccellato e Ray Fawkes 
Arte: 
Bruno Redondo, Mike S. Miller, Sergio Davila, Xermanico e Juan Albarram. 
Páginas: 164
Acabamento: Lombada quadrada, capa cartão
Preço: R$ 22,90
Publicação: Outubro de 2016
Editora: DC Comics/Panini Comics

Crônica Esportiva: O Brasil do Penta, quase Hexa


Nem só de quadrinhos e cinema vive um nerd. Ou pelo menos não eu. Copa do Mundo sempre me trouxe o fascínio de uma competição mundial (como o próprio nome diz, claro!) e essa disputa por um troféu soa como um enorme game onde a gente precisa finalizar. Analogia “nérdíca” à parte, esse ano não deu pro tão “sonhado” Hexa. O time brasileiro chegou como sempre como um dos favoritos e admito que eu quase achei que pelo menos dessa vez passaria das Quartas. Em minha percepção eu não via esse grupo como campeã, mas pensei que chegaria quase lá.

Mas quando assisti aos jogos, apesar da qualidade dos jogadores, pareceu-me que faltou mais experiência. Mais maturidade. O time montado por Tite tem grandes nomes individuais jogados por vários clubes pelo mundo, mas faltou os “homens de ligação”. A Copa que mais lembro é do espetacular campeonato de 1994 onde um time desacreditado e cheio de jogadores questionados e mais velhos saiu do país apenas com a força de vontade de ganhar, de mostrar o peso da camisa verde e amarela e acima de tudo, de se provarem capazes.

De lá pra cá, o que vejo parece ser uma sombra disso. E cada vez mais eu não consigo enxergar uma Seleção, mas sim nomes individuais. Jovens jogadores vendidos a peso de ouro no mercado do futebol. São excelentes jogadores? Com certeza que são. Mas não sentem o peso da camisa. Sentem o peso da pressão! O futebol pode não ser a solução para todos os problemas do Brasil. É diversão apenas. Mas o brasileiro ama isso. Ama de verdade! Temos muitos problemas nessa imensa nação, verdade, mas naqueles noventa minutos o brasileiro esquece um pouco de tudo isso e torce. Todo mundo junto- ou pelo menos a maioria- e depois se volta para a realidade brutal desse Brasil entranhado de corrupção politica.

Seja como for, Qatar vem aí em 2022. Esperamos um time mais maduro psicologicamente. Não fez feio nessa Copa. Perdeu e soube aceitar dessa vez- nas últimas três Copas saiu birrado. Os Simpsons disseram que o Brasil será Hexa. É só aguardar.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

E com você o Robin (sombrio?) da série Novos Titãs

A Warner divulgou uma nova foto de Robin da série Os Novos Titãs que sairá no streaming DC Universe com estreia prevista para o segundo semestre. O ator Brenton Thwaites viverá o Garoto Prodígio e ele até onde se sabe estará fazendo a transição entre Robin e Asa Noturna- por isso o ator é um cara mais velho. Mas de cara podemos ver o "tom sombrio" da foto. Pode ter sido apenas uma imagem de divulgação, mas será que teremos aquele visual escurecido de Zack Snyder nos seriados DC?

Particularmente acredito que não. Acho que é mesmo apenas uma foto de divulgação de impacto. Depois de ser tão duramente criticada justamente por manter esses filtros escuros em Homem de Aço, Batman vs Superman e Liga da Justiça- e até mesmo um pouco em Mulher-Maravilha- tento crer que a DC aprendeu a lição. 

Greg Berlanti, que é o produtor de Arrow, Supergirl e Flash, é o produtor de Os Novos Titãs. Ele também contará com Akiva Goldsman, produtor/roteirista que às vezes erra feio (vide o vergonhoso filme Batman & Robin e a adaptação de A Torre Negra), e às vezes acerta (Star Trek Discovery e Uma Mente Brilhante). Geoff Johns está na equipe de roteiristas do seriado que terá 13 episódios. 

Além de Robin (Brenton Thwaites) ainda teremos Estelar (Anna Diop), Mutano (Ryan Potter), Ravena (Teagan Croft) e a dupla Columba (Minka Kelly) e Rapina (Alan Ritchson). 

terça-feira, 26 de junho de 2018

O fim da Abril Jovem

Por muitos anos a editora Abril pelo selo Abril Jovem publicou quadrinhos no Brasil. A lista de edições e gênero é difícil de ser quebrado por ora, mas com o "fim da Abril Quadrinhos", o record uma hora será alcançado. Seja como for, a editora esteve no centro de um universo e da História das publicações de quadrinhos por anos no Brasil. Ora polêmica com algumas decisões editoriais, ora aplaudida por sua dedicação ao fã, hoje a Abril Jovem deixa de editar quadrinhos como conhecemos na empresa. A Disney deixa de ser publicada de vez pela editora e ainda não sabe ao certo o que aconteceu- a Abril ainda não se pronunciou oficialmente, apenas enviou e-mails para seus assinantes afirmado o fim de suas atividades como editora de quadrinhos Disney. E com isso, encerra-se toda uma era de ouro.

A Abril teve muitos problemas com seus quadrinhos, principalmente os formatinhos de super-heróis, mas ainda assim aqueles quadrinhos foram a felicidade de muitos fãs até hoje! Por incrível que pareça, existe um mercado muito disputado de formatinhos na internet e em sebos- muito pela nostalgia, por coleções incompletas e infelizmente até mesmo por especulações. A Abril editou Disney por mais de 60 anos! Fez do quadrinho Marvel e DC uma febre entre os ainda tímidos fãs de quadrinhos pelo Brasil. Lançou fases áureas nos quadrinhos diversos em que editou e perseverou mesmo em tempos de crise. 

Mas quando perdeu a Marvel para a Panini e depois a DC no começo da virada de século, mostrou-se combalida, no entanto, continuou dando o gás nas publicações Disney e há dois ou três anos investiu muito em edições da casa do Mickey com publicações de luxo, clássicas, resgatou os famosos "Manuais Disney" e trouxe materiais que nunca haviam sido publicadas no Brasil com aquela qualidade.

O fim pálido e sem respeito ao fã foi em agonia triste, sem força. Mesmo com todo o cenário de seu final se aproximando, se negou a dar até agora (data dessa publicação) uma satisfação geral à impressa especializada e cancelou todas as suas publicações e assinaturas Disney. Um desfecho patético de um selo importante para Victor Civita falecido em 1989 e que tinha nos quadrinhos um de seus maiores triunfos e amor. Civita, fundador do Grupo Abril estaria muito decepcionado com essa derrocada da editora e do selo Abril Jovem. Espero que o grupo se recupere e volte a lançar quadrinhos, nem que seja em formato esporádico. Foi uma peça importante nesse cenário onde aguentou firme por anos.



Abaixo a pálida carta enviada aos assinantes:

“Caro assinante, Como você está acostumado, sempre agimos com transparência em relação à sua assinatura de revistas e, desta vez, não é diferente.

 Após revisão estratégica do Grupo Abril, a partir de junho de 2018 os quadrinhos Disney não serão mais publicados por nós. Esta notícia começou a circular em alguns veículos de comunicação na última semana e, em respeito ao relacionamento que temos com você, optamos por formalizá-la. Nós também estamos chateados com isso e tomando todas as providências para você não sofrer nenhum tipo de prejuízo.

Nas próximas semanas, você receberá uma carta com todos os detalhes e orientações. Contando com a sua compreensão, agradecemos a confiança e esperamos continuar com sua importante presença entre os assinantes Abril”.

Tartarugas Ninja de volta aos cinema

Falar de Tartarugas Ninja pra mim é nostalgia e amor! Foram meus personagens favoritos por anos e ainda são o xodó que carrego comigo. Eu desenhava esses personagens nos cadernos da escola, folhas soltas e até quadrinhos eu fiz. Adorava a animação clássica, mas foi quando eu conheci a verdadeira origem dos personagens que minha paixão aumentou. Ainda hoje torço por adaptações que levem aquelas Tartarugas clássicas para o cinema, mas acho bem difícil. Hoje a melhor versão pra mim continua sendo a primeira adaptação de 1990. 

A última versão toda em CGI não me agradou, apesar de ter achado a dinâmica dos personagens muito boa. Mas depois de dois filmes bem mornos, a Paramont irá produzir outro filme. Ainda não se sabe se será uma continuação da nova franquia ou um reboot. O certo é que infelizmente Michael Bay continua na produção. Mas entra Jim Gianopulos, chefão produtor da Paramont, nessa jogada toda e pode pesar para uma abordagem mais clássica dos personagens.

Torço para que voltem a ser personagens mais parecidos com suas versões anteriores que essa nova versão "'meio monstro, meio alien". A nível de curiosidade o primeiro roteiro realmente colocava os quelônios criados por Kevin Eastman e Peter Laird como alienígenas. Ainda bem que essa ideia foi descartada.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Conan agora é da Panini

Essa pegou um monte de gente de surpresa. A Panini conseguiu os direitos de publicação de Conan em diversos territórios pelo mundo, inclusive o Brasil. Com isso a editora já se prepara para começar a editar o Cimério e solta o seguinte comunicado: 

Conan, o bárbaro, pirata, aventureiro, conquistador e rei, está chegando à Panini. Em breve, você mergulhará em mil aventuras na era hiboriana e poderá acompanhar o banho de sangue que só o monstro da Ciméria, de poucas palavras e muita atitude, conseguiria deixar pra trás.

 A Panini, uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo, acaba de fechar parceria com a Conan Properties, detentora dos personagens criados por Robert E. Howard. A partir de hoje, 21 de junho, a empresa cede todos os direitos de publicação para a editora, com exceção dos produtos da língua inglesa. 

 Novas histórias virão. Seja bem-vindo, Conan!

Ainda não se sabe exatamente o que a editora irá editar por aqui, mas sabe-se que todo o material existente estará disponível para que possa ser lançado no Brasil, tanto coisas da Dark Horse como da Marvel- e futuros trabalhos que possam ser editados pelo Mundo. O que fica a dúvida é como que estará locado as publicações da Mythos ou a coleção Salvat. Essa última talvez não sofra nenhum arranhão, mas a Mythos talvez sim. Seja como, a noticia deixou muitos fãs no Brasil contentes e outros bem desconfiados vide o que a editora fez com Walking Dead com seu papel offset e capa cartão a um valor muito largo. O jeito mesmo é esperar!

Conan já passou pela Abril numa fase muito lembrada e épica, passou pela Mythos em vários formatos, ganhou uma coleção pela Salvat e agora está na Panini. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...