domingo, 23 de abril de 2017

LJA- Liga da Justiça da América #01 a #10 (Resenha Quadrinhos)

Olhando assim parece bom... 

Quando começou a sair no Brasil LJA de Bryan Hitch (abril de 2016) ela já estava, salvo engano, cancelada nos Estados Unidos. Só foi até a edição #09 (aqui até a edição #10, pois a versão nacional, a #09 da revista brasileira pula a #09 da americana que é editada na seguinte) e a DC cancelou o resto por dois motivos: atrasos do roteirista/desenhista Bryan Hicth e por conta de Renascimento, onde Hicth seria o roteirista! A Panini começou a editar por aqui e eu tive vontade de comprar a mensal, coisa que eu não fazia há quase dois anos por motivos diversos. O bem da verdade é que até que começa relativamente bem com uma ideia bem no estilo "Mark Millar" num formato grandioso e cinematográfico. A Liga da Justiça de Os Novos 52 de Bryan Hicth não se encaixa dentro daquela cronologia vigente e o que vemos é algo meio "solto". Vale dizer que já havia outra Liga sendo editado paralelo a essa. Então, logo temos um desafio em escalas universais quando Rao, o deus kryptoniano aparece  na Terra e começa a operar "milagres" acabando com a fome, o crime, as doenças e todos os males e assim, ganhando adeptos fervorosos. Paralelo a isso, a Liga é atraída para uma armadilha "involuntária" e acaba sendo toda separada. O Lanterna Verde, por exemplo, acaba preso no passado longínquo de Krypton (!) e a Mulher-Maravilha no que sobrou do Olimpo. Tudo parece grande, tudo parece perigo na trama de Hicth, e até poderia ter funcionado, se ele não tivesse se perdido no enredo e nos atrasos de entrega de seu trabalho como artista. 
... mas vai caindo de qualidade... 

E isso gerou uma queda brusca de qualidade; tanto em arte quanto principalmente em roteiro. Admito que continuei a acompanhar quase no automático e na base da teimosia. O trabalho começou a ficar preguiçoso e mal-acabado, roteiro raso e arte preguiçosa. Com isso a última edição sua LJA teve roteiro de Tony Bedard (argumento de Hicth) e arte de Tom Derenick. Isso mostra como o criador estava bem perdido. Há sim bons momentos no começo do arco, mas logo se perde na inabilidade do criador. Isso me fez ter certeza de Liga da Justiça de Renascimento é de longe uma das que menos quero pegar, já que é Hicth quem escreve. O problema dele foi tentar emular o clima de Supremos, obra da Marvel que ele ilustrou belamente e que teve roteiro de Mark Millar, mas ele passou longe disso. Pra completar a HQ no Brasil veio no formato mix e de lambuja trazia o terrível Cyborg, numa maratona de estórias simplesmente terríveis, quase amadoras. Era tão ruim que eu passava dias para ler. Apenas as artes de Felipe Watanabe, Daniel HDR e Júlio Ferreira salvam essa HQ da total desgraça vergonhosa. 
... e a Liga da Justiça pede socorro! 

Seja como for, LJA dentro de Os Novos 52 de Bryan Hicth é uma etapa muito ruim dna história dessa equipe e ficou pra trás... mas não é um alento tão bom assim, tendo em vista que ele continuou na equipe escrevendo para a linha Renascimento. Mas aí já é outra história... 

NOTA (geral): 3,0

Liga da Justiça da América
Edições: 10 (encerrada)
Capa: Canoa com grampos

Papel: LWC
Páginas: 68 (média)
Editora: Panini
Editora original: DC Comics
HQs da publicação: Liga da Justiça e Cyborg

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Valerian, Zenith, Dylan Dog e Espadas e Bruxas- Quadrinhos de Qualidade

Coisas espetaculares estarão chegando às lojas especializadas por aqui. Então temos um pequeno pedacinho do que esperar dessa nova safra de quadrinhos fora do "filão de sempre" a espera. Começando pelo encadernado de Zenith de Grant Morrison que será lançado pela Mythos que terá 212 páginas, capa dura e reúne um dos materiais mais espetaculares de Grant Morrison ainda ali pelo começo de carreira. Material raro, que vinha sendo alvo de disputas de direitos entre Morrison e a editora 2000AD. Já foi lançado aqui meio "nas quebradas" pela extinta Pandora Books em volumes soltos, mas não foi finalizado. Outra boa novidade é que a confirmação de Dylan Dog pela Lorentz Editora. A revista terá 100 páginas, formato italiano, mas por ora serão apenas três volumes, pois foi um contrato a ser estendido caso ocorra mais interesse dos fãs brasileiros e espero que sim. O lançamento será feito para lojas especializadas e vendas na internet pelo endereço da editora. Infelizmente será uma tiragem pequena, mas espero que seja um sucesso e que acabe acarretando em mais volumes e uma distribuição mais farta. Foco na torcida! 

Outro ótimo lançamento é Valerian de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières pela SESI-SP com 160 páginas e trazendo uma das HQs mais conceituadas da Europa. A publicação vem no encalço da produção cinematográfica dirigida por Luc Besson que estreará em breve, Mais um baita álbum a se somar a qualidade  produtos que estão editados no Brasil. Esse vale muito a pena. E para fechar com cereja em cima do bolo, teremos um baita e espetacular lançamento com Espadas e Bruxas de Esteban Maroto que está sendo editado pelo novo selo editorial Pipoca e Nanquim. O pessoal do canal de vídeo sobre quadrinhos e cinema que estão dando um passo a mais dentro de suas propostas e começam com o pé direito. Baita material que será vendido com exclusividade pelo Amazon, O álbum terá 256 página, capa dura e traz o material com Wolff, Dax e Korsar. O bom é que se tudo der certo, haverá mais material de Maroto vindo por aí! 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Caverna de Cristais- O Arqueiro e a Feiticeira (Resenha Livros)

A Caverna de Cristais- O Arqueiro e a Feiticeira de Helena Gomes. Hmm... Lembro de ter lido uma crítica muito positiva desse livro há muito tempo, numa antiga revista Sci-Fi News (antiga revista voltada a cultura pop, anterior ao "boom" da internet) e fiquei muito curioso e empolgado para ler. Nunca achei para vender, mas há algum tempo encontrei a versão da Devir num sebo e não pensei duas vezes. Ficou na prateleira por todo esse tempo e então resolvi tirar a poeira de cima e ler. Admito que achei o começo tão clichê que quase parei nas primeiras páginas. Mas resolvi avançar assim mesmo e que bom que fiz isso. Gostei muito do universo criado por Helena Gomes- que na verdade tem alguns clichês (como dito) característicos desse tipo de leitura, mas a forma como é contada faz a diferença. Helena apresenta personagens carismáticos, profundos e uma mitologia toda particular. Há coisas ali que você já viu em outras criações fantásticas, mas a forma como a autora aborda é que faz a diferença. Helena tem uma escrita clara, objetiva. Não é apenas uma fantasia como o título sugere... É uma ficção científica também e aprofundada nos temas apresentados até onde ele poderia ir. A trama coloca um maltrapilho e jovem andarilho numa aventura por suas raízes e seu destino, enfrentando forças e poderes além de sua compreensão antes de tomar sua vida e de outros em suas mãos.

Hoje os livros fazem parte de um catálogo online da Rocco Editora e podem ser comprados em sites como Saraiva, Amazon ou Cultura e já conta com sete volumes. Infelizmente acho que agora só como e-book e não sou bom lendo nesse formato, mas ainda assim acredito nesse ótimo universo criado por Helena. E com toda sinceridade, acho injusto que seu acesso seja apenas nesse formato, ainda que aja muitos adeptos. Merecia sim uma coleção impressa para ser lido ao passar das páginas e abrilhantar um bela prateleira de livros. A Idea Editora chegou a editar ainda três livros, mas não sei se ainda estão disponíveis em algum site ou livraria. Seja como for, é uma excelente dica de trabalho nacional. Vale a investida. 

NOTA: 8,0

A Caverna de Cristais- O Arqueiro e a Feiticeira
Autor(a): Helena Gomes
Páginas: 283
Lançamento original: 2003
Editora: Devir, Ideia e Rocco online

sábado, 15 de abril de 2017

Nova forma de editar quadrinhos no Brasil: DC Comics- Renascimento

Com Renascimento da DC Comics a Panini está montando um novo formato de se editar quadrinhos no Brasil a começar pelo papel que agora passará a ser LWC (melhor qualidade) em todas as edições da DC Comics. Mas não é só isso. A editora agora anuncia de vez como será seus periódicos, especiais e formações de mix. Pra começar a DC terá dez títulos! Fazia tempo que a Casa das Lendas não tinha tantos títulos mensais. Serão Superman, Action Comics (pela primeira vez com o título original no Brasil), Liga da Justiça, Mulher- Maravilha (com um título mensal só dela depois de mais de vinte anos), Lanternas Verdes, Esquadrão Suicida, Arlequina (!), Jovens Titãs, Batman e Detective Comics (pela primeira vez com o título original no Brasil). Fora essas ainda teremos as trimestrais Arqueiro Verde, Flash e a surpresa Exterminador: Renascimento. Eu tava apostando numa título do Aquaman ou que englobasse ele. Ainda tem aqueles especiais como DC Comics Renascimento, Titãs: O Retorno de Wally West, Capuz Vermelho e os Foragidos Renascimento (outra surpresa), Batman do Futuro Renascimento e Hellblazer Renascimento. Isso é coisa pra caramba! 

O mais interessante é que até aqui todos essas edição terão apenas seus respectivos personagens. É de comum conhecimento que há anos e anos que o formato mix com vários personagens diferentes venham sendo editados todos nas mesmas revistas, o que causa por muitas vezes o abo rrecimento dos leitores que sempre levam "gato por lebre" ao comprarem gibis com personagens que muitas vezes nem gostam ou estão e fases muito ruins. Esse é um formato novo e que muitos fãs vinham pedido há tempos. E vai vir num material de sucesso e bastante elogiado nos Estados Unidos. Vamos ver como o leitor vai se comportar nesse novo método de editar quadrinhos "gringos" por aqui. Mas tem algo que deve ser dito: as revistas estarão mais finas e com o preço mais salgado por conta da qualidade do pepel. Vai ser complicado acompanhar muita coisa disso tudo. 

Marvel Comics em queda!

Riri Williams não foi muito bem aceita pelos leitores...

Recentemente a Marvel foi alvo de uma polêmica envolvendo seus números de venda e a queda da popularidade dos seus títulos. Um discurso desastrado deu conta de que, de acordo com os lojistas, a "diversidade" dos personagens da Casa de Idéias está afastando os leitores. A Marvel até tentou se retratar depois, mas já tinha ventilado. Faz tempo que não acompanho a Marvel- e nem a DC, por conta dos inúmeros eventos, sagas, reformulações, etc. No Brasil eu larguei mão das mensais muito mais por conta disso. É tanta coisa sem pé nem cabeça que eu simplesmente desisti. Ainda tem pontualmente alguma coisa boa aqui e ali, mas não salva. Minhas opções praticamente se restringiram aos encadernados de fases ou especiais específicos. Particularmente tenho acompanhado as mensais do universo de Star Wars e acompanhei os dez números de LJA de Bryan Hicth (resenha em breve), que é muito ruim. Mas voltando ao ponto, isso enfatiza de certa forma os porquês da Marvel ter caído tanto. Se embolou em uma sucessão de eventos que não são mais nem anuais, estão quase trimestrais. Eventos que cancela títulos e depois relança do número um, muitas vezes apenas dando sequencia, ou quebrando arcos ou simplesmente trocando equipes criativas que acaba não dando em nada. Isso me afastou das duas maiores editoras americanas. A DC percebeu isso antes da Marvel e refez de forma rápida e limpa seu renascimento voltando mais ou menos ao "feijão com arroz", sendo assim, maximizando seus títulos, enxugando preço de capa e mantendo seus personagens em seus próprios universos. Resultado disso? Sucesso de crítica e público!
Homem-Aranha do Universo Ultimate é muito querido pelos fãs

A Marvel não enxergava isso e ficou lançando evento em cima de evento. Preço de capa mais salgado, o dobro de títulos da DC, mas que não duravam nem um ano direito e acabavam canceladas e por aí vai. A diversidade? Ela também atrapalhou sim, mas de outra forma. Não por ser uma diversidade, mas sim pela maneira como foi feita, de forma muito abrupta. De repente alguns dos maiores herói da Marvel tinham se afastado de seus títulos para serem substituídos. Não houve uma forma gradual e sim um corte brusco para essa tomada da editora. O problema não são os personagens de etnias, sexo ou religião diferentes, mas sim como de repente aqueles heróis tão conhecidos de todos foram deixando seus títulos e sendo relegados e coadjuvantes a distância. Algumas dessas mudanças funcionaram muito bem, mas outras; a maioria na verdade, foi um fracasso. E não se pode culpar a diversidade e sim a tomada editorial que a Marvel teve sem se preocupar com os fãs e sim como queria ser vista. Não precisa ser um gênio pra perceber isso. Agora a Marvel tomou uma decisão de parar com os mega eventos por em média 18 (!) meses e promete reintegrar seus heróis principais aos seus títulos, mas sem retirar os novos personagens de linha. Se quiser realmente voltar ao que era, isso é o mínimo. Vamos ver o que dará isso...

O Hulk Amadeus Cho foi outro fracasso.

Em tempo, desde A Era de Ultron e Vilania Eterna que venho falando disso em roda de amigos. A DC percebeu antes da Marvel e saiu na frente. Agora é a vez da Marvel correr atrás do prejuízo. O fato é que a Marvel parece perdida, talvez falta de um editor-chefe com pulso ou visão maior que meros e corriqueiros (já) eventos onde todos os heróis se reúnem para enfrentarem o perigo ao universo da vez. Essa é uma fórmula que se esgotou e muito desse esgotamento veio principalmente da Marvel que ao zerar seus títulos, acabava vendo mais edições "número 1" até o próximo evento onde todo esse ciclo seria refeito de forma a se repetir duas ou três vezes ao ano tornando os eventos dessa natureza cada vez mais enfadonhos e afastando leitores antigos por questão da inconstância e afastando novos pela irregularidade.

A Thor é um sucesso e tanto. Tem sido a única boa constante da Marvel

13 Reasons Why (Resenha Seriados)

Comecei não dando muita atenção ao seriado, mas tinha salvo na minha "lista" no Netflix. Até aí tudo bem. Então começou o burburinho pela minha timeline de algumas páginas sociais que sigo. Não fui assistir por isso, mas me causou alguma curiosidade. Acabei assistindo o primeiro e ele me chamou para o segundo por dois motivos: bem produzido e a ideia me chamou a atenção. Pronto, era isso. Agora eu teria que assistir aos 13 episódios que fecham o seriado. Logo tentei fazer uma maratona no tempo que me cabia e sendo assim consegui fechar o programa todo. Quando finalizei logo me veio à cabeça tudo que passei na escola quando eu era adolescente: magricela que tomava bordoadas às vezes, levava bolada na cara, era xingado de apelidos bestas e não me enturmava muito. Era o típico nerd daqueles filmes americanos. Naquela época o bullying tinha outro nome pra mim e se chamava "o cara que me batia" ou "os babacas que me insultavam". A palavra bullying só vim a conhecer no século 21 e me soou bem estanha quando tive conhecimento de que "o cara que me batia ou zuava" era um tal de bullying. Hah! Os adolescentes podem ser cruéis mesmo e isso afeta as pessoas de diversas formas. No meu caso afetou pouco. Eu geralmente me esquivava ou me fazia "apagar" das salas de aula. Mas foi uma fase que passou e são memórias distantes. Mas nos dias de hoje a crueldade é mais complexa e pode ganhar o mundo com um clicar numa tecla de computador ou compartilhamento por celular.
Em 13 Reasons Why,  Hannah Baker (Katherine Langford) se vê o alvo da vez quando uma foto dela é compartilhada onde a jovem aparece descendo por um escorregador de parquinho e um pretenso "paquera" tira uma foto dela no momento da descida mostra sua calcinha. Isso foi o suficiente para derrubar a jovem sendo taxada de títulos vulgares e a chocando quanto a perversidade dos jovens companheiros de escola. De forma cruel, a coisa ganha proporções ainda maiores com eventos posteriores que levam o bullying ao extremo. Uma sucessão de eventos acabam surgindo de forma catastrófica para Hanna e que no final das contas, resolve cometer suicídio e é onde realmente começamos o seriado. Seu amigo Clay Jensen (Dylan Minnete) recebe em casa 13 fitas cassete deixadas por Hanna que narra as 13 razões pelo qual fizeram a garota cometer o suicídio. A medida que a série avança, podemos entender a cabeça de Hanna e a cada motivo montar a decisão da mesma. A trama avança entre o presente e o passado sendo recontado pela visão de Clary e as fitas e podemos ver com detalhes o que cada pessoa envolvida fez para que Hanna tirasse a própria vida. A verdade é que em vários momentos as razões ficam capciosas, e alguns buracos de roteiros fiquem sem reajuste ao longo do seriado. Alguns dos motivos ou pessoas que causaram os motivos não são tão evidentes assim, mas fica subentendido a medida que a razão fica para trás.
No frigir dos ovos, 13 Reasons Why é uma série muito bem produzida, com boa trilha sonora e até mesmo ambiciosa por abordar de forma tão crua o que sabemos que acontece diariamente entre os jovens dos dias de hoje, principalmente com o alcance que há hoje através da internet. Há falhas de roteiro- até grosseiros em algumas passagens- mas não compromete o resultado final. É um seriado que vale sim ser assistido, apesar da "campanha do contra" já estar rolando na internet por conta da popularidade rápida com que o seriado alcançou e pelo tema também, muitas vezes chamado de "frescura" pelos entendidos do assunto. O bem da verdade é que tudo isso existe sim e nos dias em que vivemos está mais cruel que nunca. Só não acontece com todos por dois motivos: você ser o causador ou você ser abastardo suficiente para contornar isso. 


NOTA: 8,0

Os 13 Porquês- 1º Temporada (13 Reasons Why, 2017)
Criador: Brian Yorkey
Baseado no livro de Jay Asher
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Alisha Boe, Brandon Flynn, Justin Prentice, Miles Heizer, entre outros
Duração (por episódio): de 50 a 60 min.
Canal: Netflix
Temporada: 1
Episódios: 13

Trailer de Star Wars- Os Últimos Jedi

E finalmente o teaser trailer de Star Wars- Os Últimos Jedi foi liberado. O mais interessante é o formato de trailer que a Lucasfilm e a Disney vêm apresentando desde Episódio VII, mostrando pouco, dando focos nos personagens para não revelar nada substancial da trama. Com isso temos cenas soltas de naves, personagens, batalhas e tudo muito rápido. Isso é bom, na verdade. Provavelmente ainda haverá mais um dois trailers antes do filme estrear em dezembro. Mas já podemos ter um vislumbre do tom do filme, que será mais angustiante, mais sombrio também. Será um momento de incertezas para os personagens e talvez de renovação com com o "fim dos Jedi". Haverá uma nova classe vindo ou será o fim antes do recomeço? Há muitas perguntas a serem respondidas e especulações são normais. A única coisa que espero que seja muito bom, divertido, que traga o espírito de Star Wars de volta assim como foi com o episódio passado e o Rogue One. O longa estreia no Brasil em 14 de dezembro desse ano e tem direção e roteiro de Rian Johnson e elenco composto por Daisy Ridley, Mark Hamill, Oscar Isaac, Adam Driver, John Boyega, Laura Dern, Benicio Del Toro e Carrie Fisher

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Trailer de Thor 3: Ragnarok

E saiu o trailer do terceiro filme do Thor e os fãs enlouqueceram! Esse trailer muito mais do que ser uma "chamada comercial" para o filme do argardiano da Marvel, mostra como o estúdio consegue manter o fã em alerta positivo na grande maioria das vezes e entender o que eles querem. Depois de um primeiro filme fraquinho e um segundo também no mesmo calibre, o terceiro ruma para ser um sucesso daqueles divertidos. Não gosto muito de avaliar filmes por um trailer, afinal, eles são feitos para vender mesmo, mas esse terceiro filme do Thor tem tudo para ser sim bom. E olha só: vai estrear em novembro e bater de frente com a Liga da Justiça e tem tudo para arrancar umas belas lascas do time de lendas da DC Comics. E isso é um sinal de alerta para a Warner/DC Comics que ficou "encurralada" entre Star Wars em dezembro e agora a pressão de varrer o chão com o Thor para poder se firmar. Sendo mais analítico, Thor 3 tem tudo sim para inclusive brigar pau a pau com a Liga da Justiça, que teve um trailer movimentado, verdade, mas que ainda assim trouxe a desconfiança entre os fãs por continuar forçando a barra no sombrio, ainda que o trailer já demonstre sinais de "luz". Vamos ver o que aguarda esse embate... 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Vigilante do Amanhã- Ghost in the Shell (Resenha Cinema)

Fiquei fã de Ghost in the Shell desde a primeira vez que assisti o filme animado de Mamoru Oshii numa fita gravada (VHS) emprestada por um amigo lá em 1999 que passou na MTV. Por muitos anos desejei que o mangá fosse editado no Brasil e apenas agora a JBC conseguiu essa façanha (isso foi mesmo uma façanha, em vista que era um mangá complicado por conta de diversos entraves burocráticos). Comprei o filme em blu-ray em 2013 e desde então assisto pelo menos uma vez por -ano. Então decidiu-se fazer um live-action. O problema é que é um filme americano, e a história mostra que quase sempre é um desastre essas adaptações. Quando as primeiras fotos surgiram na internet logo torci o nariz. Scarlett Johansson como Motoko Kusanag? Uma japonesa? Tinha algo errado nisso tudo. Mas fiquei olhando de longe. Às vezes nem dava importância as noticias que saiam até que o primeiro trailer foi divulgado e caramba: senti um arrepio e a língua queimando. Parecia ser sim uma boa adaptação. Tava até achando que estava perfeito demais! As cenas eram muitas delas iguais a versão do filme animado. E isso com certeza despertou meu interesse maia agudo.

Mas e aí? O filme presta ou não? Sim... o filme é muito bom! Aliás, uma excelente adaptação. E o fato de Motoko ser uma caucasiana não só fica bem explicado, como acrescenta à trama. A Vigilante do Amanhã é uma adaptação do filme animado (principal fonte), série e mangá. Mas mais que isso, de além de conservar a essência de todos esses veículos citados, ele cria sua própria ideia, consegue desenvolver e ainda assim manter o espirito da coisa. O visual cyberpunk, recheado de belas cenas de ação e momentos de reflexão, contrastam em sintonia com todo que é visto em quase duas horas de filme. Um "cult" automático, posso dizer. Há sim alguma falhas, pouca coisa, na verdade. O vilão, por exemplo, não é dos melhores, mas muitas das soluções são bem movimentadas. O filme infelizmente não está fazendo o sucesso esperado e já pode dizer que está caminhando para o fracasso, dando prejuízo para a Paramount Pictures. A Warner até tinha se animado para fazer Akira, mas depois dessa, acredito que voltará para a geladeira. A crítica mandou muito bem, mas aqueles críticos mais hardcore estão implicando com o fato da personagem principal de ascendência asiática ser uma caucasiana. E fãs mais puritanos do filme animado clássico, criticam a profundidade da trama. Não é difícil de entender algumas decisões dos produtores. A base principal, que é sim o filme animado de 1995, não se adaptaria para um grande público, mais acostumado com tramas mastigadas e o live-action toma essa vertente de "mastigar" um pouco. Normal para um filme comercial de mais de 100 milhões de dólares. 

Seja como for, é sim um ótimo filme!

NOTA: 8,0

TRAILER clicando AQUI.

A Vigilante do Futuro (Ghost in the Shell, 2017)

Direção: Rupert Sanders
Roteiro: Jonathan Herman e Jamie Moss
Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt
Duração: 120 min.

Estúdio: Paramont

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Trailer de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

A Sony e a Marvel Studios liberaram um trailer mais encorpado de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Com mais cenas de ação e um visual mais claro do vilão Abutre (Michael Keaton). Pelo visual dá pra ver será um "retorno" as origens dos quadrinhos, com piadinhas, muita ação, poses, etc. Tem tudo para ser uma bom filme do Aranha, bem mais descompromissado, ainda que com qualidade para garantir a diversão dos fãs em geral. O que me deixou mais seguro foi ver que o Abutre realmente me parece ser um vilão perigoso, ao contrário de sua contraparte nos quadrinhos, onde sempre foi um vilão de terceira. E tem em agadado ver Tom Holland como Peter Parker/Homem-Aranha. Me parece que ganhou mesmo ares do personagem dos quadrinhos. O filme estreia no Brasil em 6 de julho no Brasil e tem direção de Jon Watts.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Caldo Nerd: Tomb Raider, Godzilla em filme animado, a volta do Lanterna Verde Kyle Rayner e mais...

Uma rapinha sobre um monte de assuntos nerds. Eis que surgem as primeiras fotos de Alicia Vikander como Lara Croft no novo Tomb Raider. As filmagens ainda estão rolando. Nunca fui muio fã, mas vamos ver o que esse novo longa e essa versão tem a mostrar. E nos quadrinhos temos o retorno do visual "clássico" do Lanterna Verde Kyle Rayner em Hal Jordan & the Green Lantern Corps #17 e a possível ligação com Watchmen pode ser finalmente explicado ou parte dela. Rayner não era mais um Lanterna Verde e sim uma força que dotado do Anel Branco que havia incorporado outros anéis. E continua Steve Rogers, o Capitão América, ainda sob o comando da HYDRA. Depois do final da fraquissima saga Guerra Civil II, está na hora de dar "os finalmente" nessa etapa do Capitão América onde agora ele assume o comando da SHIELD que será usada para uma revoliução segundo a HYDRA. Será uma minissérie em nove partes intitulada Secret Empire e terá Nick Spencer como roteirista e Steve McNiven e Andrea Sorrentino na arte. Vamos ver se essa bodega fecha, pois essa ideia ainda me soa muito ruim.

E um encontro inusitado: Gladiador Dourado e Os Flintstones será o primeiro de vários encontros (foi o que entendi) com os personagens DC Comics e Hanna- Barbera. A Editora das Lendas vem produzindo a quase um ano HQs que "atualizam" os queridos personagens dos estúdios Hanna-Barbera. A ideia é encerrar alguns e começa outros. E pra fechar esse Caldo Nerd o poster do novo filme animado de Godzilla que está sendo produzido pela Netflix e  Polygon Pictures, a mesma de Ajin. A ideia é bem diferente do enrendo clássico. Godzilla aparece para o mundo e a humanidade resolve fugir da Terra para outro planeta. Mas quando chega em seu destino, percebem que o novo mundo não suporta vida e então precisam voltar para a Terra onde travarão uma batalha pelo planeta. Não deixa de ser interessante essa nova visão do "conto do Kaiju". O filme tem estreia para os cinemas japoneses no final do ano e logo em seguida irá para o Netflix.

Com Extras ou sem Extras nos quadrinhos de luxo?

Hoje os quadrinhos de luxo são uma realidade muito comum no Brasil, coisa que até dez anos atrás era um artigo nominalmente de luxo mesmo! Os valores são bem salgados e para fazer valer a pena as editoras contemplam suas edições de luxo (ou definitivas) com uma enxurrada de extras que vão de rascunhos, rascunhos de roteiro, roteiro completo, entrevistas, matérias, etc. Mas vale mesmo ter um "encarecimento" do produto por conta disso? Particularmente eu faço beiço para esses "extras" que apenas deixam o produto final mais caro, mas muitos fãs até curtem e preferem! Mas às vezes depende muito. 

Vou usar um exemplo simples disso: Batman- Asilo Arkham. Desde que a Panini pegou a DC Comics ela já editou esse clássico do Batman em dois formatos. Na primeira vez em capa cartonada e com biografias simples do autores ao valor de R$ 12,90 com 132 páginas que compila na régua as páginas desse especial. Se fosse relançado nesse formato hoje o valor médio de uma HQ assim é de R$ 19,90 a R$ 21,90. Agora a versão "Definitiva" em capa dura custa R$ 60,00 e tem 220 páginas sendo apenas menos de 132 são efetivamente da HQ propriamente dita (vale lembrar que existem capas, créditos, e coisas assim que também contam como páginas no final das contas). O resto são dos famosos "Extras" que só encareceram o especial. Acho legal ter informações, mas nesse caso é um encarecimento desnecessário. A Salvat com seu formato em capa dura faz em apenas três ou quatro páginas com informações sobre os autores, algumas curiosidades, às vezes alguns rascunhos e só. E fica muito bom assim! 

Esse formato "encarecido" é bem desnecessário e apenas deixa o produto muitas vezes inacessível. Claro, alguns quadrinhos como Watchmen é legal ter muitas informações por conta da complexidade da obra, mas nem todos exigem tanto material "enche-linguiça". Por ora ainda não há tantos encadernados assim, mas logo isso poderá se tornar uma prática comum inflacionando o produto final para o consumidor... 
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