quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

KIMBA – O Leão Branco


E aí galera! Passando aqui rapidinho pra comentar um mangá que estava na fila. Mais uma criação do genial Osamu Tezuka, a história deste leãozinho é bem interessante (fato que não passou despercebido pela dona Disney). Kimba é o filho de Panja, leão branco que era uma espécie de anti-heroi da selva africana (não, este não vivia na savana). Alguns homens brancos e uma tribo local estão caçando animais na região, e acabam pisando nos calos do felino, que os enfrenta em diversas ocasiões. Os humanos acabam por sequestrar a parceira grávida de Panja, e ela dá à luz Kimba. Contar mais pode estragar alguns detalhes da história, então vou deixar pra quem não sabe, ir atrás de descobrir.

Como em outras obras de Tezuka que li, o tom é leve e até infantil, mas nem por isso a história é ruim ou mal contada, longe disso. Um único momento me incomodou (quando os animais cantam), mas é coisa de adulto, provavelmente. Fora a história, o que tenho a comentar sobre a edição em si é o trabalho da New Pop. Fisicamente o material está impecável, edição e papel muito bons, e até o preço alto não é grande problema... o problema mesmo, que já vi em outros mangás deles, é a revisão de texto. Erros bobos de português que me incomodam sinceramente, embora eu não seja nenhum acadêmico. Pô meu, criança pode revisar! Eu reviso meu texto antes de uma postagem! Revisem esses textos antes de por a edição pra vender, pessoal. KIMBA custa R$ 25.00, mas se você comprar direto no site da editora, sai mais em conta (ou em sites de vendas de quadrinhos e afins, que geralmente é mais vantagem). Assim que sobrar uma graninha, vou atrás dos volumes dois e três pra completar minha coleção. Valeu! Até a próxima! 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Capas Cool: Super-Homem contra o Homem-Aranha

Resgatando um pouco da coluna "Capas Cool", desta trago o primeiro grande encontro entre a DC e a Marvel Comics e não poderia ter começado maior com um encontro entre o Superman (na época grafado como Super-Homem) e o Homem-Aranha, os dois maiores ícones das duas empresas até então. Eu resolvi escolher a capa da versão brasileira editada pela Abril em 1986 em formatinho. Antes a Ebal havia aditado no formato original, que era bem maior, em 1977. O encontro foi um acordo incomum para a época e colocou Gerry Conway, nos roteiros, Ross Andru no lápis e Dick Giordano na arte-final. Eu nunca possui essa edição, mas li emprestado de amigos anos mais tarde e é sim um encontro divertido e claro, bem "clichê", com os dois heróis primeiro entrando em confronto um contra o outro e depois se unindo para derrotar os vilões. Mas vale lembrar que naquela época ainda era novidade, e por tanto, é clichê para os dia de hoje. O trabalho de texto de Conway é bem genérico, no entanto, funciona muito bem e diverte pra caramba. Agora o trabalho catedrático de Andru e Giordano ainda dá de dez a zero em muitos artistas "descolados" dos dias de hoje. Bem... essa edição é bem difícil de ser encontrada e possivelmente nunca mais será reeditada no Brasil e acredito que em lugar nenhum. A última impressão disso foi em 1993 pela Abril e de lá pra cá mais nada. Uma pena... 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ódio entre os nerds!

Essa postagem é um pouco atípica, mas eu acompanho as comunidades nerds dentre os fãs de quadrinhos, cinema, seriados, games, etc, há um bom tempo e cada vez parece que existe uma guerra besta para saber quem é o mais certo de todos! Essas "brigas virtuais" sempre existiram e nunca deixarão de existir, mas às vezes é um sucessão de agressões que me faz pensar o que se passa na cabeça desse povo que não consegue aceitar a opinião do outro. Às vezes o gosto pessoal pode soar "questionável" para uns, mas para outros completamente aceitável. Qualquer assunto vira briga, discussão generalizada, xingamentos... Está ficando normal os "linchamentos virtuais". Fãs da DC e Marvel ou de determinados filmes, seriados, livros, seja lá o que for... são como facções que defendem de forma pobre seus pontos de vista. Ninguém nunca vai estar certo o tempo todo. Nem todos os gostos ou visões são as mesmas, mas podem ser sim discutidas com civilidade. Não sou grande fã, por exemplo, de Jim Lee. Já fui, quando não conhecia de quadrinhos como conheço hoje. Aliás, quando Lee desenhava num traço mais enxuto, usando uma anatomia e linhas mais bem construídas. Hoje eu não o acho um baita "deus" como muitas fãs acham, mas respeito o gosto pessoal e nem tento mudar o que pensam. O que vejo como uma arte falha, outros vêem como uma obra de arte. Mas são pontos de vistas válidos. E isso pode gerar discussões acalorada e descambar para ofensas mil. 
Às vezes acompanho os fóruns em sites e páginas sociais e é incrível o numero de fãs que se estapeiam por vários motivos fúteis ou que não deveriam ter tanta importância aumentam. Uns dois meses atrás- e isso é um relato pessoal- eu comentei sobre um personagem de um mangá no meu Instagram depois que o li e um cara que me seguia resolveu defender o personagem que ele gostava e que eu não tinha dada tanta importância... porque  o achei realmente "desimportante". Até aí tudo bem, mas ele tentou fazer isso arrumando uma "briga". O máximo que fiz foi relatar educadamente que entendia o ponto de vista dele, mas o meu era esse. E que tava tudo bem e respeitava, claro, a opinião do jovem cidadão. E só. O cara deu um pequeno "piti" e tentou arrumar confusão, mas não rolou, até que desistiu. E depois deixou de me seguir. A questão é que estamos criando fanboys exacerbados e de forma perigosa! Sempre existiu isso entre os fãs da cultura pop, os fãs de Star Wars e Star Trek que o digam, mas está chegando num nível de tolerância no mínimo idiota. 
Sou a favor da discussão saudável de pontos de vista, acho realmente válido. Todos somos indivíduos com seus gostos particulares, visão diferenciada. Seria estranho se todo mundo gostasse de tudo. Não cabe a mim ou a você ou seja quem for dizer o que é bom ou ruim dentro desse universo, a não ser, claro que seja algo do tipo ilegal ou pernicioso. Que fuja desastrosamente da convivência mútua. Não tem como não discordar que álcool e direção não combinam, por exemplo. Mas falo de coisas mais simples que é plot dessa matéria. Um exemplo bem simples é esse próprio blog. Quando faço uma resenha, não quer dizer que estou certo 100% naquilo que digo. É muito baseado num gosto pessoal, amparado numa sucessão de exemplos que fui aprendendo de diversas coisas com o tempo. Mas não quer dizer necessariamente que seja realmente ruim ou bom. Infelizmente não dá para mudar a natureza das pessoas. Cada vez mais o "hater" ou "fanboy" estarão presentes em fóruns e papos relacionados. É uma pena, pois desvirtua a boa troca de informações e sensações.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um brasileiro chamado Zé Carioca

Boa tarde pessoal! Quanto tempo não posto aqui, haha! Enfim, espero ter algo a dizer quando venho postar no Bueiro. Hoje eu terminei de ler este belo livro em quadrinhos e só tenho coisas boas a dizer sobre ele. A princípio, estranhei a capa: cadê aquela roupinha clássica do malandro, que nos foi apresentado lá naquele desenho animado com o pato Donald e um colega mexicano nos anos quarenta? "Alô amigos" mostrava o Zé com aquele visual que, embora legal, não condiz muito com o que o brazuca vestia nos anos seguintes. Aqui, nas mãos do roteirista Ivan Saidenberg (paulista) e do desenhista Renato Canini (gaúcho), o personagem que começou como "Joe Carioca" virou realmente o "Zé" que deveria ser.

Quarenta e quatro HQs, em 350 páginas de acabamento luxuoso, nos levam aos anos 70 e à transformação do Joe no brasileiro Zé. A ideia da dupla de autores de mudar o visual dele faz todo o sentido do mundo, não só pelo estilo antiquado da vestimenta, mas pelo calor do lugar onde ele vive. E confesso que, no fim das contas, aprovei demais esta primeira mudança no visual do papagaio (anos depois fizeram umas mudanças moderninhas demais, a meu ver). Aqui e acolá ele ainda troca de roupa umas vezes, o que deixa ainda mais legal, principalmente quando ele vira o Morcego Verde, um super-heroi da favela, que não consegue esconder sua identidade de ninguém colocando óculos!

As divertidas HQs mostram Zé Carioca principalmente como o malandro preguiçoso que é, mas também como um personagem muito inventivo e criativo nos golpes fracassados que tenta aplicar pra conseguir uma grana fácil. Geralmente é seu grande amigo Nestor quem acaba pagando o pato (ou a conta) das malandragens do Zé. Também achei legal ver outros membros de sua família, seus primos Zé Jandaia (nordestino), Zé Queijinho (mineiro), Zé Paulista (workaholic) e Zé Gaúcho. Também tem o Tio, Coronel Zé do Engenho. Tem Zé pra todos os gostos neste apanhado: Zé carnavalesco, detetive, heroi, agente secreto, empresário... mas, principalmente, preguiçoso.

Tendo muitas outras coisas pra por em dia, e querendo fazer com que a leitura durasse o máximo possível, li apenas uma história por dia deste especial. Foi portanto um mês e meio de diversão com Zé Carioca, que eu não lia desde a infância, e posso dizer que foi muito bom reencontrá-lo. Recomendo muito este material! Nota 10, sem dúvida!

Até a próxima, galera!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Capa dura ou capa cartonada, eis a questão!

Esses dias me deparei no Facebook com um colega questionando a necessidade de capa dura nos quadrinhos no Brasil. A principio não dei muita atenção, pois gosto é pessoal e cada colecionador tem sua forma de ver a coleção que tem por diversos fatores como pode aquisitivo ou colecionismo mesmo. Mas hoje nunca se viu tanto quadrinho em capa dura super luxo indo para as livrarias e agora invadindo as bancas com HQs mais populares. Mas aí vem o real questionamento do colega: quadrinho era pra ser barato, é um entretimento "simples", que era pra ter um acesso mais abrangente. E sim, acredito também nisso. Hoje o quadrinho está chegando num patamar luxo mesmo, para poucos. Essa onda de capa dura chegou para ficar aparentemente, mas está deixando muita gente sem ter como acompanhar. Nunca se viu tantos quadrinhos editados no Brasil e por diversas editoras e em diferentes formatos. Essa tendência de "quadrinho pra livraria" é um "primo distante" de um formato de venda nos Estados Unidos, onde o quadrinho é comprado por encomenda pelos lojistas e não tem retorno. É uma prática para se editar quadrinhos por demanda. No Brasil o quadrinho sobre uma "logística reversa", onde o que não vende, volta para a distribuidora.
Mas a coisa é ainda mais complicada de se analisar. Apesar de termos tantos quadrinhos editados no país recentemente, isso não quer dizer que estamos vendendo como água. E há sim encalhes nas bancas, principalmente das revistas mensais onde estão custando quase R$ 10,00 a mais em conta com 70 e poucas páginas (no papel LWC). Os encadernados acabam sendo uma opção de venda certa para as editoras que trabalham assim, pois quase 90% disso já sai vendido para as livrarias e sem retorno para as fabricantes. Por tanto, é sim um bom negócio. A verdade é que para acompanhar quadrinhos com os valores que estão, só há duas opções: ser rico ou realmente selecionar aquilo que mais te apetece. Aí vamos voltar ao corpo desse texto, que é a real necessidade de capa dura. Com toda sinceridade, como colecionador, não sou muito fã de capa dura. Principalmente as versões muito volumosas. São ruins de manusear e ocupam muito espaço, além, claro, do encarecimento do produto. Vale até uma comparação e vou pegar as Graphic MSP do Mauricio de Sousa como exemplo simples. As edições hoje em capa dura custam R$ 36,90 enquanto a versão cartona é R$ 26,90 com a mesma coisa e de manuseio melhor, e sim, com a mesma qualidade gráfica interna. A capa mesmo sendo cartonada, tem qualidade duradoura.
Quando eu era criança, as edições especiais eram todas em encadernadas em capa cartonada. Era o máximo que tínhamos e mesmo assim era raro. As mensais supriam as necessidades, até mesmo pelo custo baixo. Eu conseguia comprar vários quadrinhos com a grana do lanche da escola. Nos Estados Unidos as versões encadernadas em sua grande maioria são em papel pisa-brite. Isso mesmo! O famoso papel jornal que a Panini usa aqui. As pessoas reclamam tanto no Brasil, mas lá o "papel bom" só é usando em edições Deluxe e depois que já se esgotou todas as versões em papel comum e capa cartonada (às vezes com sobrecapa). Sei que é comparações de mercado às vezes soa leviano, mas imagine se num país de economia estável o quadrinho tem essa opção editorial, nós que estamos no olho de um furacão econômico, estaríamos mais bem abastecidos com o mesmo formato, ou pelo menos mais encadernados em capa cartona. A Panini tem sim feito muitos encadernados em capa cartonada e com variação de papel, mas poderia, por exemplo, ter expandido essa vertente para os encadernados da Nova Marvel e Novos 52. O que me faz questionar é até onde irá essa "elitização". Há anos se diz que o quadrinho de banca irá morrer e ficará apenas os quadrinhos de livraria. Não acredito muito nisso, mesmo sabendo que de fato há muitos encalhes de prejuízos nesse sistema que temos, mas por ainda é o melhor formato de alcançar leitores.
Você teria coragem de ler alguma coisa nesse formato monstruoso?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Colony 1ºTemporada (Resenha seriados)

Hoje em dia tem tantas séries genéricas umas das outras que é difícil parar para assistir uma. Eu admito que tenho essa dificuldade de me prender a um seriado. Sei que ha´seriados espetaculares para se assistir, mas tenho esse problema comigo. Pra eu aguentar uma temporada média de 10 episódios, com cada episódio tendo duração padrão de 42min, a série precisa saber me conquistar, ou abandono fácil. Comecei a assistir A Colônia há apenas alguns dias e finalizei até rápido. Essa conseguiu me segurar por toda sua temporada. A trama não é nada genial para um Sci-Fi, onde pessoas estão vivendo numa ambiente controlado por um governo maquiado de ordeiro, mas opressor. A ideia é que houve uma "Chegada" (subtende-se que foi uma invasão alienígena) e agora as populações- ou o que restou delas- vive em ambientes controlados, com um muro de quase um quilometro de altura por toda a extensão para limitar "proteger" as pessoas do que ficou lá fora. Do outro lado? Cidades fantasmas, sem nada, só escombros. Quem infligir as leis? Vão para "A Fabrica", um local temido e assustador. Quem pode ir contra esse totalitarismo? Ninguém pode, mas claro, sempre há os insurgentes.  E é nesse ponto que o bicho pega. De um lado o governo duro, que ao menor sinal de rebeldia, ataca com ferocidade e violência. Do outro lado, células que vão batem de frente provocando atos de terrorismo. 
Aqui temos  Will Bowman (Josh Holloway) e Katie Bowman (Sarah Wayne Callies) que tentam levar a vida como dá, mesmo depois de terem perdido um filho fora das muralhas. A coisa muda de figura quando o governo local recruta Will, que é um ex-agente  FBI, para investigar e prender os insurgentes, com a promessa que o governador local, Alan Snyder (Peter Jacobson), poderá dar a localização de seu filho. O problema? Kate na verdade faz parte da insurgência e começa um jogo de espionagem e contra-espionagem. De um lado Will tenta desbaratar o mais rápido possível Jeronimo- nome dado ao revolucionário que transmite por vias piratas incitações contra o governo, para assim poder ir logo atrás de seu filho caso ainda esteja vivo, e do outro, Kate acredita na causa e acaba entregando todos os esquemas do marido para os rebeldes. O clima opressivo do seriado na verdade lembra um pouco Juiz Dredd. Assim como no quadrinho inglês, uma muralha separa a cidade de uma terra condenada e os policias aqui agem com tanta brutalidade quantos os juízes. A Colônia é uma série que usa bem os recursos que tem. O visual com os efeitos especiais é bem aproveitado e a ideia como um todo funciona muito bem. Um adendo interessante é que temos aqui Carl Weathers, o grande Apolo Creed dos filmes do Rocky como companheiro de trabalho de Will. 

Ótimo seriado e muito bem executado.

NOTA: 8,0

Colony- 1º Temporada (2016)
Criação: Carlton Cuse e Ryan J. Condal
Elenco: Josh Holloway, Sarah Wayne Callies, Peter Jacobson, Amanda Righetti, Tory Kittles, Alex Neustaedter, Carl Weathers
Duração Média: 42 min.
Episódios: 10
Emissora Original: USA Network

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Image Comics e seus 25 anos!

A editora americana Image Comics surgiu como um "grito de liberdade" lá em 1992 quando algumas das maiores estrelas recentes da Marvel debandaram da Casa das Ideias e resolveram criar e administrar seus próprios quadrinhos e personagens. Então surgiu uma "nova era" nos quadrinhos. O que a principio parecia ser inovador, tanto que fez as duas mais antigas, Marvel e DC se reinventarem, logo se mostrou pobre e sem criatividade e mergulhou a industria americana por longo anos num período negro e com poucos arroubos criativos verdadeiros. Mas a história da Image é maior e cheia de nuances de negativos. A começar pela formação dos "chefões" da época de sua criação com Todd McFarlane (Spawn), Rob Liefeld (Youngblood), Jim Lee (WidCATs), Marc Silvestri (Cyber Force), Erik Larsen (Savage Dragon) e Jim Valentino (Shadow Hawk). Todos eram estrelas de suas HQs e com isso, criou-se uma pequena batalha de egos dentro da editora. Suas criações até dividiam o mesmo universo, apareciam algumas vezes nos gibis um dos outros, mas com o tempo cada um acabou ganham praticamente um universo único, particular. E isso ficou ainda mais evidente quando cada "astro" criou seu próprio "Estúdio-Selo" para partilhar junto com o logo Image Comics.
 A briga de egos chegou a um ponto forte entre 1995 e 1997 quando alguns sócios-fundadores começaram a se bicar. Marc Silvistri se afastou da empresa e editou seus quadrinhos pela Top Cow, seu selo próprio. Rob Liefeld, o "garoto-problema" foi convidado a sair da empresa e montou vários selos por fora. Jim Lee não quis se envolver e vender a WildStorm para a DC/Warner levando seus personagens para outra editora. Mas nem tudo foi ruim. Com o tempo a Image Comics que tinha fama de HQs visualmente bonitas, mas com roteiros idiotas começou a tomar forma, criar uma estrutura individual que acabou funcionando e muito bem. Grandes criadores começaram a criar suas HQs autorais pela Image e começaram a formar uma editora mais forte. Nomes novos foram surgindo, outros retornaram (no caso de Silvestri) e a editora foi ganhando um formato diferenciado e diversificado, Suas HQs começaram a ganhar premiações importantes e seus autores foram ficando famosos. Nunca chegou de fato a ameaçar a hegemonia DC/Marvel, mas no começo deu muita dor de cabeça e hoje se mantém numa linha mais segura.
A editora que faz 25 anos de criação passou por provações duras, quase foi para o beleléu, mas conseguiu se reinventar e seguir adiante. No Brasil seus títulos vieram trazendo grandes expectativas e seus carros-chefes chegaram a serem editados por aqui como Spawn, Cybver Force, Youngblood, WildCats, Savage Dragon e outros de sucesso como Gen 13 e Witchblade. Muito desses foram cancelados logo, por conta mesmo da qualidade criativa. Alguns perduraram mais, mas hoje nenhum deles é editado no Brasil. Mas outros títulos de sucesso recente como Walking Dead, Saga, Happy!, Eu Mato Gigantes, Invencível, Powers e entre outros que ainda podem vir para cá. Um que sempre quis, mas nunca rolou foi The Maxx, no entanto, hoje é difícil que aconteça. Pra mim a Image Comics representa uma qualidade diversificada e com muita criatividade e bons roteiros. Espero que uma parte desse material ainda aporte pelo Brasil.


CURIOSIDADES:


  • A Image Comics foi muito criticada na época por ter personagens muito parecidos com a da Marvel Comics
  • No Brasil WildCats passou pela Globo, Abril e Pixel fora crossovers com outros personagens por outros editoras.
  • Spawn foi editado pela Abril por muitos anos e então a Pixel pegou a partir da edição 150 e editou ainda 28 edições seguindo a numeração da Abril. A HQM lançou um especial.
  • Algumas animações foram produzidas com seus personagens, mas com qualidades diferentes. Spawn e The Maxx ganharam séries bem produzidas pela HBO e MTV respectivamente, Já WildCats teve um seriado fraquinho e Gen13 ganhou um filme pouco conhecido. Savage Dragon também ganhou um quase esquecido. Witchblade ganhou um anime bem produzido há alguns anos. 
  • Dos medalhões da editora, apenas Spawn ganhou um filme em Hollywood e hoje ele é relativamente cultuado, apesar do fracasso retumbante, 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Caldo Nerd: The Batman, Dylan Dog, Star Wars...

Começando esse Caldo Nerd com o filme solo do Batman nesse universo bagunçado que a DC tem tentando montas no cinemas. Ben Affleck não irá mais dirigir o filme solo do Morcego. Ele prefere se concentrar mesmo apenas em atuar para se "doar mais" para o personagem. Agora fica a dúvida de quem irá dirigir. Saiu aí uma lista possíveis diretores, mas por ora tudo boato. Então fica a dúvida de quando o filme será rodado para se ter uma data de sua estreia. E ainda falando em DC nos cinemas, The Flash está sendo "zerado". Isto é, a Warner está descartando os roteiros que estavam em mãos e indo em busca de um novo. A verdade mesmo é que a Warner tá meio perdida. Só pra se ter uma ideia, o filme do Shazzam! será divido em dois: um pro herói e outro vilão, Adão Negro. Não se tem  nota ainda sobre Tropa dos Lanternas Verdes, fora que Mulher-Maravilha precisa ser um bom sucesso e Liga da Justiça um sucesso de um 1 bilhão pra poder a Warner tocar os outros projetos. Até lá,,, tudo é incógnita.

Ainda falando de adaptações de quadrinhos, a heroína Witchblade criada a quatro mão (por Marc Silvestri, David Wohl, Brian Haberlin e Michael Turner), terá de novo uma chance nas telinhas. A NBC está preparando um seriado com a personagem, mas por ora não há nada. Apenas o interesse. Vale lembrar que Witchblade teve um seriado meio brega em 2001 com a atriz  Yancy Butler. pela TNT que ainda rendeu 23 episódios! E para os fãs de Dylan Dog, que teve como última editora no Brasil a Mythos, estará de novo em bancas brasileiras pela editora Lorents. Por ora o contrato dispõe apenas de três números, mas se tudo correr bem, a editora pretende ir atrás de mais para ser lançado no Brasil. Dylan Dog é um dos personagens italianos mais bacanas, mas a Mythos não consegui emplacar aqui. A nova edição brasileira será em formato italiano, 100 páginas e custará R$ 16,90. E pra fechar essa rapidinha, Star Wars- Episódio VIII ganhou título e se chamará The Last Jedi. O logo em vermelho deixou os fãs em polvoroso e trouxe uma série de teorias sobre isso, desde o lado sombrio dominar Luke até alguém muito importante dentro do filão.

20th Century Boys vols. 01 ao 05 (Resenha Quadrinhos)

Antes de ler essa resenha, um aviso: Spoiler médio. Se você ainda não leu e quer manter alguns segredos, passe direto. Bem... vamos lá. Eu comecei a ler esse mangá assim que começou a sair em bancas, mas como sua periodicidade era bimestral, admito que sempre voltava para a edição anterior antes de ler a edição nova. Eu acaba esquecendo o que tinha rolado em detalhes da edição anterior, o que no caso desse mangá, não é legal. O autor joga muito com flashbacks e muitos detalhes ficam nas entrelinha. Então parei e disse pra mim mesmo que só ia ler quando finalizasse. Bem, finalizei todo há algum tempo e agora estou finalmente o separando para a leitura. A primeira edição nos joga num mistério sobre uma ceita, amigos e assassinatos. Naoki Urasawa no coloca numa situação que ao mesmo tempo que parece infantil, nos arremete a responsabilidade de crescermos. Kenji e seus amigos tinham um grupo secreto em 1969 e de acordo com ele, o grupinho ao crescer se juntaria para defender o mundo caso algo tentasse interferir nele malignamente. Então aos poucos um mosaico bizarro começa a se montar até que Kenji reconhece um símbolo de sua infância que está sendo usado para um aparente seita intitulada apenas como a seita do "Amigo". Mas quem é o Amigo e o que ele tem a ver com Kenji e seu passado? E porque ele não se lembra de quase nada? Assim começa uma das jornadas mais misteriosas desse mangá.
Na sequencia o homem que chamam apenas de Amigo está arquitetando-se para destruir o mundo. Kenji que é um cara normal acaba envolvido na trama quando um amigo de infância e professor de uma escola acaba sendo assassinado. O pior é que ideia é mais complexa e misteriosa que parece, pois todo o esquema dessa seita parece ter saído de uma brincadeira de infância entre crianças no final dos anos de 1960 e Kenji era um dos que encabeçavam o grupo. Com isso em mente, Kenji começa a buscar respostas entre seus amigos mais próximo de infância e de repente percebe que na verdade não pode envolvê-los nessa história, pois cada um seguiu seu caminho. Mas seus amigos percebem a aflição no companheiro e com o devido tempo acabam tomando conhecimento da situação. Logo Kenji, Maruo, Yoshitsune, Mon-chan e Otcho começam a se articular contra o Amigo.
Dando sequencia, depois de alguns anos escondido atuando clandestinamente contra a seita do Amigo, Kenji encontra um antigo companheiro que resolve ajudar. Enquanto isso o Amigo fica ainda mais forte dentro das fileiras do governo japonês. As garras do Amigo são influentes e poderosas. A seite cresce dentro do Japão e depois de alguns atentados pelo mundo, Kenji e seu pequeno grupo são acusados de serem uma facção terrorista que tenta causar o caos no mundo próximo a uma virada de século. E depois de um tempo, finalmente chegou o dia de salvar o mundo e Kenji está sim disposto a sacrificar tudo para acabar com os planos do Amigo. O quarto volume acaba com nosso pretenso herói indo de encontro ao seu destino.
A trama dá um salto e agora acompanhamos Kanna, a sobrinha de Kenji que ele vinha cuidando desde bebêzinha. O Século 21 chegou e foi salvo. Mas para o mundo o salvador não foi Kenji... e sim o Amigo. Os livros de história relatam esse ocorrido como Réveillon de Sangue de 2000 e atribui a segurança mundial ao Amigo que enfrentou sozinho um robô gigante que vinha espalhando um vírus letal em Tóquio enquanto destruía vidas e prédios pelo caminho. Kanna sabe a verdade, mas não tem a quem contar ou como desfazer o poder do Amigo. Todos ligados a "facção Kenji" estão sumidos, incluído o próprio Kenji, que para o governo japonês, está morto. Mas o que aconteceu de verdade? O autor vem costurando uma trama firme, segura e está demostrando muita segurança no que está contando. O traço de Urasawa é outro atrativo: muito fluido e bonito, dono de detalhes e expressões espetaculares.

SERVIÇO:

20th Century Boys vol 1
Roteiro e arte: Naoki Urasawa
Colaboração: Takashi Nagasaki
Páginas: 218
Ano: 2012- setembro
Preço de capa: R$ 10,90

Editora: Panini Mangás
NOTA: 10,0

20th Century Boys vol 2
Roteiro e arte: Naoki Urasawa
Colaboração: Takashi Nagasaki
Páginas: 208
Ano: 2012- novembro
Preço de capa: R$ 10,90

Editora: Panini Mangás
NOTA: 10,0

20th Century Boys vol 3
Roteiro e arte: Naoki Urasawa
Colaboração: Takashi Nagasaki
Páginas: 216
Ano: 2013- março
Preço de capa: R$ 10,90

Editora: Panini Mangás
NOTA: 10,0

20th Century Boys vol 4
Roteiro e arte: Naoki Urasawa
Colaboração: Takashi Nagasaki
Páginas: 216
Ano: 2013- abril
Preço de capa: R$ 10,90

Editora: Panini Mangás
NOTA: 10,0

20th Century Boys vol 5
Roteiro e arte: Naoki Urasawa
Colaboração: Takashi Nagasaki
Páginas: 216
Ano: 2013- junho
Preço de capa: 10,90

Editora: Panini Mangás
NOTA: 10,0

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

As Memórias de Marnie, La La Land, Liga da Justiça Sombria e Invasão Zumbi (Resenha filmes)

As Memórias de Marnie (2014). Dificilmente você encontrará um filme fraco do Studio Ghibli e As Memórias de Marnie prova muito bem isso. Que animação bonita, sensível e com qualidade técnica tradicional espetacular! Temos uma estória de amor, amizade, família com um requinte sobrenatural. Baseado na obra de Joan G. Robinson "When Marnie There", o diretor Hiromasa Yonebayashi traça através do tempo e de lindos cenários e fotografia, um conto de fantasia, aventura e drama bem narrada e muito bem amarrada. Esse supostamente seria o último filme do estúdio em animação tradicional. O Ghibli já vem inserindo computação gráfica faz um tempo, mas parece querer desistir de vez do tradicional, coisa que eu não acredito que irá rolar. Por ora esse foi o último longa e nada foi divulgado desde então. Espero realmente que continuem fazendo esse belíssimo trabalho.

NOTA: 9,0

La La Land (2016). Não sou fã de musicais. Aliás, acho bem desinteressante. Os poucos que assisti, eu nem lembro, com exceção de Dançando na Chuva, Noviça Rebelde e o Mágico de Oz (de 1939) que vieram do tempo em que Hollywood era praticamente toda voltada para os musicais quer fosse no teatro, ou cinemas. La La Land apareceu como o filme que resgatou o musical glamour de uma época áurea de Hollywood. Os críticos estão rasgando a seda, 14 indicações ao Oscar e eu achei apenas um filme "ok". Muito bem produzido e executado. Tecnicamente falando, ótimo. Mas ainda apenas um "ok". Adoro cinema. Desde criança. Se eu não fosse astronauta eu queria ser cineasta quando moleque (bem... Coisa de criança). E eu sinto os filmes. Eles precisam me passar emoção. Eu preciso sentir os personagens. Entender que não são apenas bonecos articulados para premiações. La La Land... Para um musical, achei legal. Mas em nenhum momento os personagens me motivaram, encantaram. Nada. Apenas duas coisas me chamaram a atenção: Another Day of Sun (música) e o final do filme que contou com uma performance interessante. E só. Critica às vezes induz o espectador a gostar. A melhor critica que li foi do Diário de Pernambuco: "Um filme sobre Hollywood para Hollywood". Foi a mais pé no chão.

NOTA: 8,0

Liga da Justiça Sombria (2017). Fazia tempo que eu não assistia um filme animado da "Liga" tão bom. Liga da Justiça: Guerra e Liga da Justiça: Trono de Atlântida são fracos, tanto pelo enredo que saiu na aba de Os Novos 52 como na parte técnica. Sim, são duas animações com qualidade técnica inferiores. O último bom que lembro foi Liga da Justiça- Deuses e Monstros e o último bom mesmo pra mim foi Liga da Justiça- Flashpoint. Esse Liga da Justiça Sombria foi uma boa surpresa. Não tava esperando muito (até por estar também na aba de Os Novos 52), mas tanto me convenceu no roteiro (que tem J.M. DeMatteis- ainda que tenha saído meio mascado), como a parte técnica está um pouco acima dos últimos filmes animados da DC. Curti bastante. John Constantine ainda soa forçado nessa linha de Os Novos 52- mesmo nessa animação - mas de forma geral é um bom conjunto.

NOTA: 7,5

Train of Busan (2016) que no Brasil foi "traduzido" genericamente como Invasão Zumbi. Esse filme fez um "sucesso" considerável lá fora e chegou a estrear entre o final de dezembro e começo de janeiro no Brasil e isso despertou a minha curiosidade. Não lembro de muitos filmes de zumbis no cinema nos últimos anos... E ainda por cima sul-coreano. O que começa clichê, rapidamente dá uma virada. Tá tudo aí: Epidemia, confusão, correrias e sacrifícios, mas conduzidos de uma forma dramática sem esquecer da ação. É uma mistura de O Expresso do Amanhã com Guerra Mundial Z... Mas em formato mais intimista, mas nem por isso menos intenso. Destaque para a pequena atriz Kin Su-an que manda bem como a jovem Soo-an, filha de um "workaholic" que pega um trem-bala para Busan onde a filha pretende ver a mãe por conta de um divórcio. Há boas cenas de ação - ainda que os efeitos não sejam o forte.

NOTA: 8,0

SERVIÇO:

As Memórias de Marnie (Omoide no Marnie, 2014)
Direção: Hiromasa Yonebayashi
Roteiro: Keiko Niwa, Masashi Andō, Hiromasa Yonebayashi
Elenco: Sara Takatsuki, Kasumi Arimura, Hana Sugisaki, Moryama Ryoko (vozes)
Duração: 103 min.
Estúdio: Studio Ghibli
TRAILER.


La La Land - Cantando Estações (La La Land, 2016)
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Finn Wittrock
Duração: 128 min
Estúdio: Summit Entertainment
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Liga da Justiça Sombria (Justice League Dark, 2017)
Direção: Jay Oliva
Roteiro: JM DeMatteis e Ernie Altbacker
Elenco: Matt Ryan, Jason O'Mara, Camilla Luddington, Nicholas Torturro, Ray Chase (vozes)
Duração: 75 min
Estúdio: Warner Bros. Animation
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Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016)
Direção: Yeon Sang-ho
Roteiro: Park Joo-suk
Elenco: Gong Yoo, Ma Dong-seok, Jung Yu-mi, Kim Su-an, Kim Eui-sung
Duração: 118 min
Estúdio: Next Entertainment World
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Muitos quadrinhos para 2017: Comics, mangás, adultos...

Parece que 2017 será um ano tão recheado de quadrinhos quanto foi 2016. E tem pra todos os gostos e bolsos, sendo o investimento ainda mais pesado em encadernado e relançamentos.Começando de cara com a linha Vertigo. A Panini pretende lançar ainda nesse semestre Art Ops de de Mike Allred, Homem-Animal de Jamie Delano The Royals - Mestres da Guerra de Robin Williams, o encadernado de Escalpo por Jason AaronXerife da Babilônia de Tom King, Monstro do Pântano de Grant Morrison e Mark Millar e o terceiro encadernado de Shade de Peter Milligan. Astro City estava em hiato no Brasil, mas parece que também retornará em HQs inéditas. Ainda para esse semestre Hellblazer Origens retornará para as bancas em versão com papel LWC ou jornal. Tá rolando pesquisa na página do Facebook da Panini. E pra fechar, o segundo volume de Promethea de Alan Moore foi reprogramado para esse semestre. 
Agora vamos para a Marvel! Thanos vai ganhar um encadernado por Jim Starlin e Ron Lin para finalizar de ver a Saga do Infinito. O fiasco Guerra Civil II de Brian Bendis estará nas bancas logo, logo, e teremos mais um encadernado do Demolidor de Ed Brubaker, Deadpool Clássicos vol. 3 de Joe Kelly volta às bancas, Marvels de Kurt Busiek e Alex Ross em uma edição capa dura de luxo, mais Demolidor, só que com Charles Soule (esse fiquei curioso), a nova série de Jessica Jones por Bendis, mas aqui sairá encadernado e Elektra Vive de Frank Miller. Esse último é cofre certo! 
E a DC Comics. Claro que o mais aguardado é Renascimento, que começa em março seguindo dos títulos mensais. A Mulher-Maravilha vai ganhar inclusive um título mensal para acompanhar o hype do filme. A Noite mais Densa será encadernado em dois volumes, e teremos mais um volume de Batman 66, também teremos Lendas do Universo DC - Mulher-Maravilha de George Pérez em três volumes, Lendas do Universo DC Superman por Curt SwanLendas do Universo DC Batman por Don Newton, Norm Breyfogle e Archie Goodwin (coisa muito boa!), Lendas do Universo DC Esquadrão Suicida por Jon Ostrander, As HQs da Hanna-Barbera reimaginadas pela DC também estão no páreo.
Outros. Ainda há outros lançamentos de outras editoras, claro, outras coisas que não se encaixam nos relacionados acima. A Mythos lançará Teatro das Sombras de Neil Gaiman entre outros autores. O preço, claro, é bem salgado. Providence de Alan Moore sairá pela Panini, Monster será editado por aqui pela Mythos também é uma HQ de terror inglesa (Scream!) que traz inclusive Alan Moore. E ainda na Mythos, a editora vem investindo em Juiz Dredd de forma pesada. Mais um encadernado está na agulha intitulado Juiz Dredd: Heavy Metal com HQs soltas. e também Juiz Dredd Apresenta: Missionário: Lua de Sangue por Gordon Rennie. Já voltando para a Panini vale lembrar que anda serão editados Super Crooks (que já está disponível a esta altura desta postagem) e Starlight de Mark Millar do Millarverso. Príncipe Valente 2 da Pixel também está programada para esse semestre. 
Em Star Wars teremos o encadernados da fase Jason Aaron (que está saindo nas mensais agora) e de Brian Wood (este último prometido para um volume de mais de 600 páginas), fora a quadrinização de Star Wars- O Despertar da ForçaA Trilogia Thrawn e a versão "Infinities", que uma espécie de "O que aconteceria se..." mostrando versão alternativas para os finais da trilogia clássica- esse eu não faço questão. Nos mangás ainda teremos prometidos para breve Pluto de Naoki Urasawa (Panini), Opus de Satoshi Kon, o visionário diretor de Perfect Blue (que já faleceu- também pela Panini), a grande surpresa pela New Pop, o mangá Great Teacher Onizuka de Tohru Fujisawa e o mais aguardado de todos, Akira de Katsuhiro Otomo (que já tá se arrastando já vai fazer dois anos na JBC desde seu anuncio). 
Bem, foi um resumão, ainda tem mais coisas que esqueci, mas é quadrinho pra cacete! Agora é triar aquilo que cabe no bolso e mandar ver. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Grandes Clássicos Hanna-Barbera: Jonny Quest

Eu adorava TV pela manhã, quando passava os desenhos animados. Acredito que toda grande emissora de TV naquela época (anos de 1980/90) tinha um programa infantil onde as manhãs eram recheados de desenhos animados. Tira para todos os gostos, desde os mais infantis aos mais "maduros". O fato é que adorava praticamente tudo. Eu assistia para me divertir, rir mesmo das trapalhadas do Pato Donald, das brincadeiras de "mau gosto" do Pica-Pau, das travessuras de Denis- O Pimentinha, das incríveis estórias de Charlie Brown e sua turma e tantos outros. Mas tinha um em particular que eu amava mais que os outros e eu ainda nem entendia o porquê: era Jonny Quest! Mas era fácil saber os motivos hoje, já que sou fã de filmes de ficção e aventura e é exatamente isso que Jonny Quest entrega.
Para Hanna-Barbera foi um passo e tanto. A produção com um traço diferenciado, chamou logo a atenção pela qualidade técnica e pelo formato de roteiro, ainda mais quando ela foi produzida entre 1964 e 1965. A verdade é que apesar das boas críticas e acolhida perante o expectador, a série era bem cara para os padrões da época, onde enfrentavam tiranos, múmias, criaturas bizarras e outras coisas estranhas, mas não teve uma vida muito longa. Durou apenas uma temporada com 26 episódios, não que não tenha feito sucesso, mas era bem caro para época. Até hoje considero um dos melhores do gênero, ainda que seja um produto da década de 60 do século passado. A verdade é que mesmo pros padrões de hoje, ainda é uma série extremamente bem produzida e pra se ter uma ideia de o quanto, The New Adventures of Jonny Quest (1986/1987) e The Real Adventures of Jonny Quest (1996/1997), não chegam nem aos pés da versão original. Seja como for, sempre vale a visita a está que foi e ainda é uma das melhores produções para a TV do Hanna-Barbera e de uma série anima em geral. Destaque para a excelente abertura.
 
SERVIÇO:
Criadores: William Hanna e Joseph Barbera
Produção: William Hanna e Joseph Barbera
Emissora Original: ABC
Temporadas: 1 de 26 episódios.
Tempo médio: 25 min.
 
Abertura da versão brasileira:
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